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02 setembro 2009

Entrevista aos Bianconero (Portimonense SC)

O Claques Portugal entrevistou os Bianconero, grupo que se estreou a 1 de Agosto de 2009 no primeiro jogo oficial do Portimonense, época 2009/2010.

Claques Portugal: Como surgiu a claque Bianconero?

Bianconero: A claque Bianconero surgiu devido à necessidade de um grupo de jovens em combater o silêncio que se vivia no Estádio Municipal de Portimão já há duas épocas, altura em que a direcção dos Ultras Marafados pôs o lugar à disposição na esperança que aparecesse alguém que pudesse levar o projecto avante, mas até à data ninguém apareceu. Assim, e após uma época de silêncio absoluto, e outra em que existiu um pequeno grupo de adeptos no topo sul que entoavam um cântico ou outro de vez em quando, surgiram os Bianconero.


C.P.: O grupo fez ressurgir então os grupos organizados de apoio em Portimão. Qual é a postura que a claque pretende adoptar nas bancadas?

B.: Acima de tudo, o que tentaremos incutir a todos os elementos que entrem no grupo será uma postura de apoio absoluto e incondicional ao Portimonense Sporting Clube. Ao mesmo tempo pretendemos também que os membros desenvolvam laços entre si por forma a criarmos um grupo verdadeiramente unido. Felizmente, penso que essa mensagem tem sido passada correctamente. Aliás, o grupo está em crescimento e até agora penso que só temos motivos de orgulho no que toca à nossa postura.


C.P.: De qualquer forma, a claque tem sido criticada por alguns adeptos, chegando ao ponto de ser posta em causa a vossa utilidade para o clube. Por outro lado também tem sido comparada a um grupo de apoio histórico do Portimonense, actualmente extinto, “Os Marafados”. De que forma têm lidado com isso?

B.: Bom, essa é uma situação que nos tem deixado algo desgostosos e que motivou mesmo a necessidade da publicação de um esclarecimento, da minha parte, no blog da claque. Penso que a confusão passa pelo facto de haver pessoas que não conseguem, por e simplesmente, separar as águas. Ou pelo menos quero acreditar que seja isso e não apenas falar mal por falar. Os Marafados fizeram coisas bonitas que orgulharam muitos Portimonenses e esse espírito foi reavivado, em 2001, com o regresso dos Ultras Marafados, mas de 2007 para cá caiu-se num vazio. Eu também pertenci aos Ultras Marafados e orgulho-me de dizer isso, mas simplesmente acho que não tinha legitimidade para voltar a renascer a claque e também acho que seria uma maneira de evitar possíveis criticas caso as coisas não nos corressem de feição. Por outro lado, sentiamos necessidade criar algo novo e romper com o passado. Mas para espanto meu, nem assim nos livramos das comparações com Os Marafados. Eu aceito que nos digam que não estamos ao nivel deles, pois isso é verdade. Agora acho que merecemos ser respeitados, ao invés de recebermos críticas destrutivas, pois fazemos algo que cá em Portimão mais ninguém faz, dar a cara no apoio ao Portimonense Sporting Clube.


C.P.: Embora as coisas não estejam a correr da melhor forma com os restantes associados, a direcção do clube sempre deu o seu apoio à antiga claque. Qual tem sido a postura do clube perante os Bianconero?

B.: O clube recebeu-nos de abraços abertos desde a primeira hora. A direcção mostrou interesse em conhecer o nosso projecto e disponibilizou-se para nos ajudar, dentro do que eles achariam razoável. Penso que toda a gente se sentia incomodada com o silêncio presente no Estádio Municipal de Portimão, sem excepção.


C.P.: No entanto uma claque impõe necessariamente custos ao clube. Para além de todo o processo burocrático a que neste momento se é obrigado, implica também um esforço para entrosamento de claque, clube, outros clubes e autoridades principalmente no que diz respeito a deslocações. De que forma a claque e o clube têm lidado com estas questões? Actualmente a claque encontra-se legalizada? Alguma vez tiveram problemas a estes níveis?

B.: Até agora, no único jogo a que fomos fora (Estoril), posso adiantar que tudo decorreu dentro da normalidade. Penso que não há nada que possa apontar a esse nível. Embora ainda seja cedo para dizer que tudo vai correr bem ao longo da época.
Actualmente a legalização da claque é algo que se encontra em processo. Foi uma situação prevista e discutida com a direcção do clube, que agora está a ser encaminhada tal como acordado entre ambas as partes. A conclusão do mesmo está para breve.


C.P.: Podemos então depreender que já se está a formar uma estrutura interna na claque. Podes-nos explicar um pouco do seu funcionamento e os projectos futuros previstos pela mesma?

B.: Actualmente, a direcção do grupo é constituída por 5 elementos. Por enquanto ainda não está prevista a formação de qualquer núcleo, embora seja algo que prevejo que venha a acontecer no futuro, pois por incrível que pareça, cerca de 50% dos elementos do grupo não são do concelho de Portimão. Mas, em principio, tudo dependerá do crescimento, ou não, do grupo.
A nivel de projectos futuros, estamos em negociações pelo patrocínio de uma camisola gigante que temos e que nos acompanha em todos os jogos em que estamos presentes. O objectivo, numa primeira fase, será obter material para os elementos da claque (cachecóis ou t-shirts), a troco da tal publicidade. Isto com o intuito de o grupo poder obter um financiamento que lhe permita, posteriomente, tornar-se autónomo (penso que, desde que haja uma gestão inteligente do dinheiro, damos aqui um grande passo)


C.P.: Subentende-se então que a nível de associação de membros a claque não tem encontrado dificuldades. O Portimonense é um clube que conta com gente disposta a dar-lhe apoio exclusivo?

B.: O Portimonense é um clube, que como quase todos os outros, sofre do problema de não ser um "grande" do futebol português. Dificilmente se nasce sendo do Portimonense, do Feirense ou do Trofense, quando a realidade que nos dão a conhecer na televisão, desde a idade em que começamos a ter percepção das coisas, é sempre a mesma... Benfica, Porto e Sporting. E o resto é paisagem... É como se condicionassem as pessoas desde logo.
Agora claro que existem pessoas que apoiam o Portimonense em exclusivo, e também existem os que apoiam o Portimonense mais que outro clube qualquer. E também é óbvio que existem aqueles que não apoiam exclusivamente o Portimonense, mas aí penso que também a claque tem um papel importante, ao tentar cativar as pessoas, aproximá-las do clube e criar uma espécie de culto ao clube da terra.


C.P.: Tocaste num assunto interessante, o papel da claque! Actualmente nos “media” uma claque é associada de imediato a violência e tal e coisa, não vale a pena estar a contar a história da carochinha que já todos bem sabemos. No entanto, as claques são muitas vezes um meio de aproximar os clubes dos jovens entre outros. Existem projectos na claque que visem apoiar o clube no seu crescimento?

B.: Obviamente que sim. Aliás, um dos motivos que nos leva a ter avançado para este projecto é o de comprometer-nos em aproximar os jovens do concelho ao clube. Medidas estudadas tais como: fazer uma propaganda forte e permanente: ao nível das escolas secundárias do concelho (algo que arrancará dentro de alguns dias), pois temos elementos dentro desse meio; ao nível de locais que o pessoal jovem costuma frequentar; ao nível dos escalões de formação; (este talvez seja o mais estranho, mas reparamos que actualmente mesmo os miúdos que fazem parte dos escalões de formação não têm aquela paixão pelo clube que seria desejável).
Basicamente, penso que são medidas comuns. Estudaremos mais em breve. Penso que se até ao final da época fizermos 100 sócios, será um número muito bom para a época de estreia (actualmente, contamos com cerca de 50).


C.P.: Encaras a internet como um meio útil de divulgação da claque?

B.: Depende... depende do contexto em que for inserida essa divulgação. Se formos falar de ter o link do blog num flyer, ou num placard como modo de fazer propaganda à claque, na esperança que as pessoas o vão visitar... é complicado. Mas se por exemplo, for feito um post, num blog mediático do Portimonense, sobre o nosso blog, o impacto será outro. Ou seja, penso que, ter por ter não vale a pena. Interessa sim, se o soubermos inserir de modo a ir ao encontro das pessoas de maneira directa.
A única real vantagem que vejo é o facto de pessoas de fora terem conhecimento da nossa existência de uma forma mais fácil.
Um inconveniente claro, é estar sujeito a todo o tipo de insultos, de forma gratuita, por pessoas que, regra geral, não se identificam.


CP.: Gostavas de deixar mais alguma mensagem aos nossos leitores?

B.: A nível de redação, gostava de agradecer o convite para esta entrevista, numa fase em que estamos ainda a arrancar, dando-nos a possibilidade de dar a conhecer o nosso projecto. Gostava ainda de vos dar os parabéns por este excelente espaço que têm mantido ao longo dos últimos anos.
A única mensagem que queria deixar era a de compromisso com o Portimonense Sporting Clube, prometendo muita luta e empenho para sermos mais e melhores.
Cumprimentos a todos os leitores.

C.P.: Desde já deixamos os nossos votos de sucesso para a claque!

Sabe mais sobre este grupo em: bianconero09.blogspot.com

09 janeiro 2008

Entrevista Yellow Boys (Paços de Ferreira)


No seguimento das diversas entrevistas que o Claques Portugal tem vindo a efectuar coube desta vez aos Yellow Boys, claque afecta ao Paços de Ferreira, na voz do seu líder Miguel Ribeiro, responder a algumas perguntas por nós efectuadas.
Agradecemos desde já a disponibilidade dos YB, em particular do seu lider, para a referida entrevista que publicamos a seguir:

CP- Como e quando surgiu a ideia dos “Yellow Boys”?
YB- Os YB surgiram em 1996, aquando de um grupo de amigos, muitos jovens, decidiram se juntar para apoiar o F.C.Paços de Ferreira…
CP- Anteriormente, haviam já existido duas claques, entretanto extintas, a "Febre Amarela" e a "Yellow Mania". Tentaram seguir os passos destes dois grupos, ou desde inicio foi um projecto diferente?
YB- Não, as claques anteriores nada tinha a ver com o projecto YB, se bem que no inicio, em 1996, com muita juventude, só havia um único objectivo, o de apoiar o “Paços”… Só depois em 2001, e principalmente em 2006, os objectivos foram mais estruturados!

CP- Quantos elementos tinha a claque quando fundada?
YB- Em 1996, eram cerca de 30/40 jovens, depois em 2001 cresceu-se um pouco mais…

CP- E agora?
YB- Neste momento, os YB estão inscritos como Sócios do FCPF-Claque, somos 80, porque partimos do zero esta temporada… Mas nas duas últimas épocas num esquema diferente chegamos a ser 300 inscritos!

CP- Qual a média de idades?
YB- A média de idades encontra-se nos 23 anos!

CP- Como estão organizados os YB?
YB- Os YB nunca tiveram uma organização tão boa como neste momento!!! A organização é constítuida por um grupo/núcleo forte e um líder… se bem que todos sejam líderes!

CP- Recentemente apresentaram novo material, como bandeiras e estandartes. Acreditas que isso é um sinal de força por parte dos YB, e que no próximo ano veremos o sector YB com mais elementos?
YB- Hum… As bandeiras e estandartes novos, os cachecóis, os casacos, as tshirts e muito em breve os bonés apareceram no momento certo… A estabilidade dos YB está garantida neste momento, o futuro esse tentaremos com que seja bem melhor, a aposta principal passa pelo cativar de mais Ultras YB para a bancada da “curva” da Mata Real… mas não é fácil… Não queremos jovens obrigados, queremos adeptos que sintam o Paços como um clube!!!

CP- Vôces como claque sentem a dificuldade de arranjar elementos que sintam e defendam o clube da terra?
YB- Como respondi atrás, não é fácil, vivemos num concelho sem espírito ultra, se bem que desde o regresso em 2006 as coisas tenham melhorado significativamente! Mas pode ser bem melhor…

CP- Quanto a números de elementos presentes, em média, quantos estão em casa?
YB- Em casa, esta época a presença média é de 60 elementos, nas duas últimas épocas o número era de uma média de 120 elementos… mas estamos a recuperar aos poucos… e a crescer!

CP- E nas deslocações?
YB- Nas deslocações temos levado sempre um Bus fora de casa… O número ronda os 35 elementos por média…

CP- Qual a deslocação que vos ficou mais marcada?
YB- Desde o regresso em 2006 , a deslocação a Braga, porque foi a primeira em grande, com três bus e concluída com um triunfo; a deslocação ás Aves, que acabou por ser o momento mais marcante para a conquista da UEFA; e a deslocação a Aveiro, com a conquista do lugar nas competições europeias… entre outras!

CP- Conta-nos um pouco sobre a experiencia da viagem dos YB à Holanda para um jogo da Taça Uefa?
YB- Foi demais, foram só quatro os elementos YB presentes, com a sua faixa, três bandeiras, tshirts e cachecóis, mas foram bons! Fui um dos YB presentes… Será inesquecível, a viagem por Londres e Barcelona (dois a dois, já que não foram e regressaram todos ao mesmo tempo) até Amesterdão, a presença no treino antes do jogo, o caminhar pelas ruas holandesas, o estar na partida no nosso “cantinho” auri-verde… Nota para dois dos elementos que mostraram todo seu amor ao clube, dormindo uma noite inteira no aeroporto da Holanda! Eu e outro elemento acabamos por fazer também umas valentes horas em Londres! Bem, quem não gostaria de estar na nossa situação não? Todos os momentos foram… sem palavras!

CP- Foi a primeira deslocação fora de Portugal?
YB- A 1ª deslocação fora de Portugal, já que foi a 1ª vez que o Paços se deslocou fora do país, à Holanda, neste caso ao AZ Alkmaar.

CP- Essa viagem foi organizada juntamente com o clube?
YB- Não, totalmente à parte, já que os custos rondaram os 400 euros tudo incluído, e com o clube o valor era de cerca de 1000 euros tudo incluído.

CP- Têm alguns apoios por parte do Paços de Ferreira?
YB- O FCPF tem-nos ajudado em alguns pontos, se bem que puderiamos e deveríamos ter mais apoio… Temos apoio ao nível da quota suplementar de 3 euros nos jogos em casa que não pagamos, nos jogos foram que nos cedem bilhetes mais baratos e pontualmente um bus ou outro, na cedência de um espaço para colocarmos o nosso material, disponibiliza-nos um espaço na Loja do Castor para venda do material oficial YB e agora com a cedência do espaço do bar da nossa bancada.

CP- Como funcionam os bilhetes para os jogos? Como se adquirem?
YB- Em casa não temos bilhetes, ou melhor, neste momento temos cerca de 25 bilhetes pontuais, para tentar cativar mais Ultras… Na Mata Real é só necessário ter o cartão de sócio YB/FCPF com a quota do mês paga… Para os jogos fora, os YB organizam bus e bilhete de jogo tudo incluído, através de inscrições pelo telemóvel da claque e no bar da Mata Real.

CP- Segundo o Conselho Nacional do Desporto não são uma claque legalizada. Os YB vão legalizar-se?
YB- Esta questão é uma treta!!! Os YB são legais, somos todos sócios do FCPF, somos um grupo que gosta de apoiar o FCPF… e por isso mesmo estamos a pensar não nos legalizar-mos e sim tornarmo-nos Grupo de Sócios Oficiais Yellow Boys, isto após aprovação em Assembleia Geral do Futebol Clube de Paços de Ferreira… è uma vergonha esta situação da legalização das claques…

CP- Que pensam da questão da legalização das claques?
YB- É uma treta… repito! Tem lógica as autoridades saberem quem pertence ás claques, ter um documento identificativo, mas mais do que isso chega… claques como os YB querem apenas apoiar o seu clube, e no nosso caso o Paços!

CP- Quais as vossas maiores rivalidades?
YB- Brigata Azzuri, do SC.Freamunde, clube do nosso concelho e nosso eterno rival; Força Avense, do Desp. Aves, pelo facto de na última época ter sido o clube mais próximo de Paços, entre outras coisas…

CP- E amizades?
YB- Tirando como não podia deixar de ser as nossas rivalidades, temos amizades com todas as outras claques, sem destacar mais ou menos qualquer uma delas.

CP- O que acham do estado do movimento ultra em Portugal?
YB- Com esta questão da legalização da treta, houve lugar a um prejuízo enorme do movimento ultra. Mas uma coisa é certa, se querem destruir as claques, então o ambientes nas bancadas vai ser tipo cinema… Enfim!

CP- Qual o grupo ultra que mais admiram em Portugal e no estrangeiro?
YB- Não temos nenhum em especial, são vários, conforme as situações… Os ultras que se destacam no apoio ao seu clube são os que mais admiramos, por isso sempre que tal acontece…

CP- Achas que existe falta de mentalidade nas claques Portuguesas?
YB- Mentalidade existe… Existem diferenças entre claques grandes e pequenas… Nos YB temos ganho mentalidade, mas temos de ganhar ainda mais… para sermos maiores e melhores!

CP- Muitas vezes existe a ideia para quem está de fora, que as claques são um grupo de marginais que estragam o futebol. Como comentas estas opiniões?
YB- Marginais… como é possível… Nos YB existem jornalistas, patrões de empresas, estudantes, funcionários vários… por isso existem várias camadas sociais…

CP- O que esperam do Paços de Ferreira na BwinLiga?
YB- Esta época as coisas estão complicadas… mas continuamos a acreditar na manutenção! Os próximos jogos serão decisivos… A ver vamos o que vai acontecer, vamos apoiar a equipa até ao fim e acredito que vamos conseguir permanecer no escalão maior do futebol português!

CP- Recentemente protestaram com os jogadores e treinador do Paços de Ferreira. YB- Foi um protesto planeado, um protesto do grupo como um todo, ou foi algo expontâneo de alguns elementos?
Planeado não, não foi como um todo, foi sim expontâneo…

CP- O que vos levou ao protesto?
YB- Os maus resultados e prestações da equipa esta época, principalmente de alguns jogadores que não teem dignificado e honrado o Paços!

CP- Houve intervenção policial?
YB- A GNR esteve presente, acalmou os ânimos, não esteve bem em algumas situações, mas nós também não somos perfeitos! Foi muito a quente nessa noite de sexta… No sábado demos uma resposta a frio, e estivemos presentes no treino da equipa, incentivando e confrontado todos os elementos do plantel um a um, para darem mais pelo nosso Paços!

CP- Acreditam que podem ter uma palavra a dizer na vida do Paços? Os restantes sócios do Paços respeitam os YB?
YB- Já temos uma palavra a dizer… Já somos um grupo, pequeno, mas forte e regular… que está sempre presente! Os sócios do Paços já teem outra ideia em relação à claque, em relação ao passado as coisas deram um volta pela positiva! E podem melhorar ainda mais…

CP- O que acham do estado actual do futebol português?
YB- A piorar… Com bilhetes altos não chegamos a lado nenhum… Com estádios sem condições também não (a Mata Real é um exemplo, admitimos, não tem condições para receber o público…)…A qualidade de jogo não está ao seu melhor nível…Existem muitas polémicas de bastidores, ao nível de directores e dirigentes… Isso tudo junto prejudica em demasia o Futebol português!!!

CP- Ultima Mensagem!
YB- Que o ano 2008 seja mais uma etapa do crescimento e afirmação do Yellow Boys e do Paços!

PS: Um agradecimento especial ao Reporter Ultra, autor desta entrevista.

26 novembro 2007

Entrevista Brigata Azzuri (S.C. Freamunde)


O Claques de Portugal conseguiu contactar a direcção da Brigata Azzuri, que gentilmente e através de um dos membros da direcção, nos concedeu esta entrevista. É uma entrevista a não perder, a uma das claques em destaque pelas suas prestações na Liga Vitalis, no apoio ao S.C. Freamunde.

Claques de Portugal: A Brigata Azzuri foi criada a 9 de Julho de 2003. Como surgiu a ideia da Brigata Azzuri ?
Brigata Azzuri: A Brigata Azzuri é a claque oficial de apoio ao S.C. Freamunde, foi criada a 9 de Julho de 2003 por parte de um grupo de amigos, na sua maioria já pertencentes a outras claques (F.C.Porto, SportingC.P. e S.L.Benfica), devido à inexistência de uma claque de apoio ao clube. Actualmente, podemos dizer que todos os membros da claque são somente sócios de uma só claque, a Brigata Azzuri.

C.P: Qual foi a origem do nome Brigata Azzuri ?
B.A: Em 2003 quando o grupo foi fundado, os líderes da altura (tal como os actuais) admiravam e muito o movimento ultra italiano, e então em conversas de café escolheu-se um nome em Italiano para a claque do Freamunde.

C.P: Quantos elementos tinha a claque quando foi fundada?
B.A: Podemos dizer que em 2003/2004, conseguimos meter uma ou outra vez, cerca de 150 elementos em casa, tendo então na altura perto de 200 sócios.

C.P: E agora?
B.A: Perto dos 200 praticantes (risos) e 100 sócios dos bons momentos, ou seja, mais ou menos 300 elementos.

C.P: Como está organizada a B.A.?
B.A: A Brigata tem uma "direcção" de 8 elementos, tendo um "Presidente" que lidera e faz a gestão da claque. Esta direcção prepara tudo ao longo da semana para que nada falhe ao fim de semana. No entanto, em Freamunde, quando é preciso ajuda para pintar alguma coisa, ou preparar coreografias, não faltam pessoas para ajudar.

C.P: Como é ser uma claque na Liga Vitalis?
B.A: Não é nada fácil, vejo grupos na BwinLiga, que mal conseguem fazer deslocações, que só são claques nos bons momentos, agora imaginem na Vitalis, ainda é mais complicado, mas com bons e maus momentos, lá vamos estando em todos os jogos, quer seja no continente ou nas ilhas. Sempre presentes.

C.P: Têm apoio do clube?
B.A: Sim, algum.

C.P: A BA será legalizada? O que pensas da legalização das claques?
B.A: Sim, a seu tempo. Temos esse objectivo e sinceramente já faltou mais.
Quanto ao assunto no geral, penso que é escusado obrigarem os únicos que dão alguma coisa ao futebol nas bancadas, terem mais contras do que prós...
Um Ultra é mais que um mero adepto.

C.P: Já tiveram problemas devido ao facto de não estarem legalizados?
B.A: Não, na Liga Vitalis penso que só no Estádio do Beira-Mar é que há problemas desse tipo.

C.P: Quanto a números de elementos presentes, em média, quantos estão em casa?
B.A: Em média posso dizer entre 100 e 150.

C.P: E nas deslocações?
B.A: Cerca de 70-80

C.P: Qual a deslocação que vos ficou mais marcada?
B.A: Na minha opinião, foram 3. Na época passada, Bragança e Anadia. Esta época, Estoril.

C.P: Porquê?
B.A: Bragança, porque foi quando nos sagrámos campeões da 2ª Divisão-Série A e sairam cerca de 12 Autocarros de Freamunde [alguns da Brigata (invasão)], e também pela coreografia efectuada fora de casa.
Anadia porque foi quando levantámos a Taça frente ao Fátima, porque fomos o 12º jogador e também pela cascata efectuada fora de casa.
Esta época, disse Estoril, pela espectacular mentalidade demonstrada, a mais de 600 km, conseguimos levar uns 60 elementos, apoiar os 90 minutos, e lançar um cântico original que já roda nas claques da BwinLiga... isto tudo apesar da derrota por 3-2.

C.P: Os elementos da BA são pertencentes a outras claques?
B.A: Neste momento não, pode sempre existir um ou outro que se junte ao grupo nos jogos sendo de outra claque, mas esses mesmos elementos não são sócios da B.A.

C.P: Nunca houve problemas em relação a isso?
B.A: Não…

C.P: Quais as vossas maiores rivalidades?
B.A: Yellow Boys

C.P: E amizades, existe alguma?
B.A: Ultras Ermesinde, e os extintos Furacões Sadinos.

C.P: A B.A. tem tido uma boa projecção mediática, sobretudo com o bom material multimédia que chega aos blogs sobre grupos ultras. O que acham disto?
B.A: É sempre bom ver o nosso trabalho reconhecido, é bom que alguns fiquem já a contar com o que podem ver se receberem o Freamunde.

C.P: É o vosso melhor momento?
B.A: Não.

C.P: Então qual foi o vosso melhor momento?
B.A: Talvez o final da época passada.

C.P: O que esperam do Freamunde? Esperam conseguir alcançar a BwinLiga já este ano?
B.A: Se me perguntasses se acredito, eu dizia-te que sim, era um concretizar de um sonho e logo nesta cidade que acompanha o clube de alma e coração. A BwinLiga só tinha a ganhar com a nossa presença.
Agora sinceramente, espero uma época tranquila com a manutenção assegurada cedo.

C.P: Como achas que seria a prestação da B.A. no principal escalão do futebol português, principalmente nas difíceis deslocações que a BwinLiga impõe?
B.A: Sempre são muito melhores as difíceis deslocações da BwinLiga, do que estar num estádio vazio, na Liga Vitalis.
A Prestação seria fantástica, os Freamundenses são unidos e iríamos conseguir alargar mais a claque e fazer grandes deslocações.

C.P: Qual pensas ser o futuro da B.A.? Têm elementos novos com capacidade de continuar o trabalho desenvolvido?
B.A: Sim, penso que sim, é tudo uma questão de mentalidades, mas todos queremos o mesmo, o Freamunde na frente, por isso penso que é possível continuar o trabalho desenvolvido na próxima geração.

C.P: Qual o grupo ultra que mais admiram? Em Portugal e no estrangeiro.
B.A: Vou falar a nível pessoal, em Portugal a Mancha Negra pela mentalidade, no estrangeiro Irriducibili (Lazio) e Gate 13 ( Panathinaikos).

C.P: O que achas do estado do movimento ultra em Portugal?
B.A: Já esteve melhor, mas alguns grupos compensam, Máfia Vermelha, White Angels, Mancha Negra, Red Boys, sem falar nos grupos dos 3 grandes claro...

C.P: Achas que existe falta de mentalidade nas claques Portuguesas?
B.A: Não é nas claques que está a falta de mentalidade, mas sim na sociedade em relação aos Ultras no geral.

C.P: Em relação ao futebol português? O que pensas, sobretudo do preço dos bilhetes, e dos horários dos jogos?
B.A: Uma vergonha o que estão a fazer ao Futebol, até na Liga Vitalis já arranjam problemas com dirigentes desportivos,etc.., dos preços nem se fala e o dinheiro?! Vai direitinho para a federação. Quanto aos horários ainda nos vamos safando na Liga Vitalis ...

C.P: E em relação à violência policial, que está agora na moda?
B.A: É um problema que não é moda para quem já anda nesta vida há alguns anos.
Abuso do poder sempre foi um problema em Portugal.

C.P: Já sofreram na pele alguma situação menos agradável?
B.A: O único problema que tivemos foi em Olhão na segunda Jornada, em que os “Robocops” retiraram algum material à Brigata, tendo a comunicação social dito que houve elementos da claque detidos, o que é completamente falso.

C.P: Em relação aos blogs sobre Ultras, qual a tua opinião? São positivos? Achas que se faz um bom trabalho?
B.A: Têm feito um excelente trabalho, constantemente actualizado e sempre com bom conteúdo, pena que os ultras de internet não saibam discutir , talvez por as idades rondarem os 17 anos.

C.P: Ultima Mensagem!
B.A: Continuem com o vosso trabalho, uma vez que o fazem muito bem.
Saudações Ultras para os Verdadeiros.
Obrigado pela entrevista e continuação de um bom trabalho!

Mais uma vez o Claques de Portugal agradece a disponibilidade da Brigata Azzuri para a entrevista.

23 novembro 2007

Reabertura do espaço "Entrevistas CP"

Depois de um largo período sem qualquer entrevista realizada, o Claques de Portugal está a renovar este espaço, e já tem preparadas algumas entrevistas a diversas claques do panorama ultra nacional.
É bom recordar que o Claques de Portugal, já conta desde o seu aparecimento com bastantes entrevistas, não só a claques nacionais mas também a claques internacionais. Também de referir que destas entrevistas que temos no nosso arquivo, algumas têm agora outro valor, uma vez que a claque em questão já não está no activo (por exemplo os Furacões Sadinos), tornando-se uma recordação importante do grupo.
Por este motivo, e para ficar a conhecer melhor o trabalho realizado por esses estádios fora, o Claques de Portugal volta a erguer o microfone para colocar importantes questões a quem nunca é ouvido na nossa comunicação social.
Assim reabrimos o nosso "departamento" de entrevistas, e pedimos desde já a colaboração de todos. Se és membro de alguma claque e queres que a tua claque apareça no nosso blog, para que todos fiquem a conhecer melhor os vossos ideiais e o vosso trabalho, contacta-nos e fala-nos um pouco sobre a tua claque, para que possamos preparar uma entrevista bem estruturada. Por outro lado, se gostavas de colocar uma questão a dirigentes ou membros de um determinado grupo e nunca tiveste a tua oportunidade, escreve-nos a tua questão, para que o possamos fazer por ti.

Contamos com a colaboração de todos.

Contacto: entrevistasclaquesdeportugal@hotmail.com

06 fevereiro 2007

Entrevista à Brigada US

A entrevista foi realizada em Setembro, no momento para a revista que publicamos e é agora aqui exposta para ter uma maior exposição. Os entrevistados pertencem ao núcleo duro da Brigada Ultras Sporting aos quais agradecemos a colaboração e o empenho com que nos facultaram as informações.

Quando foi fundada Brigada?
A Brigada surgiu no dia 12 de Setembro de 2004 no jogo Vitória – Sporting.

Porque surge o grupo?
O grupo surge com uma cisão na Torcida Verde, visto na altura a nossa forma de estar já não se enquadrar nos moldes em que o grupo actuava.

Quantos sócios compõem actualmente o grupo?
Não temos sócios porque não somos associação. Mas o grupo é composto por cerca de 30 membros.

O que é para vocês a Brigada?
É um grupo que apoia o Sporting e que tem uma forma de estar que foi construída à nossa imagem e, com a qual naturalmente nos identificamos e sentimos confortáveis.

Como estão organizados?
Apesar do grupo ter uma dimensão reduzida a questão da organização é sempre pertinente, pois permite criar uma dinâmica de grupo que facilita a logística do mesmo, em termos de deslocações, material, apoio, etc… Existe um núcleo “mais activo” composto por 6/7 pessoas que têm a seu cargo uma função especifica e são responsáveis pelo cumprimento de determinadas tarefas.

Como são as vossas relações com o clube, jogadores e outros grupos do Sporting?
Não temos nenhuma relação oficial com o Sporting, apenas boas relações a nível da Secção de Futsal. Relativamente aos outros grupos, as relações são inexistentes. Tal como nós, cada grupo tem a sua forma particular de apoiar o clube e isso tem de ser respeitado. O que interessa é apoiar o Sporting e neste caso, o todo é mais importante que a soma das partes.

Quais são as vossas amizades?
Não temos nenhuma amizade oficial, mas mantemos boas relações e amizades pontuais com alguns grupos.

E as vossas rivalidades?
As nossas rivalidades são as de todos os sportinguistas, naturalmente, com Porto e Benfica.
Não temos rivalidades com nenhum grupo em particular.

O que é que mais gostam no vosso grupo e o que menos gostam?
O que nos agrada mais é o espírito de entreajuda dos nossos elementos que tem sido fundamental para derrubar algumas barreiras que foram surgindo.

Qual foi o vosso melhor momento?
Talvez as presenças em Roterdão e Alkmaar no ano passado.

E o de maiores dificuldades?
Sempre que há um jogo fora e os preços dos bilhetes são exorbitantes.

Que opinião têm sobre a lei 16/2004
É uma lei que se vem sobrepor a outras já vigentes e que regulam a presença de espectadores nos estádios. Para alem disso, na Lei existem certas alíneas que para nos não fazem qualquer sentido, nomeadamente, o “cadastro” no CNVD. Alem disto, a Lei regula quer os membros dos GOA’s (Grupos Organizados de Adeptos) quer as entidades que regulam o espectáculo, sendo que existem alíneas na dita lei que não são, claramente cumpridas pelos clubes. Supostamente, a entidade devia promover um espectáculo para aumentar a adesão de famílias. Só nos perguntamos quais são as famílias que têm capacidade de pagar 30 e 40 euros por pessoa para assistir a um jogo de futebol…

E sobre a violência nas bancadas?
É um fenómeno com o qual não nos identificamos. Apenas existimos para apoiar o Sporting.

Qual a vossa opinião sobre o movimento de apoio organizado português?
Infelizmente não é a melhor. Existem muitos jovens que aderem por questões de moda e não porque se sintam identificados com o movimento.

O que consideram ser necessário alterar para se ver novamente os estádios cheios?
Preço dos bilhetes, horários dos jogos, menos corrupção, clubes que respeitem os seus adeptos e percebam que eles são a base da existência dos clubes.

Qual a vossa opinião sobre a influencia da Internet no mundo ultra?
A Internet tem a vantagem de ser uma forma rápida e eficaz de mostrar a forma de ser e de actuar de um grupo. Através de um “clic”, rapidamente temos acesso a fotos, vídeos, etc., que retratam o que se passou em determinada curva em certo jogo. MAS m termos de vantagens, acaba por aí.
Infelizmente a Internet é a fonte de muitos problemas que afectam o mundo ultra actual, em Portugal e noutros países. Como bem disseram os tifosi do Inter: “Internet – a vergonha dos ultras”. Como na “net” cada um é o que quer (até pode ser 1,2,3 e 4 pessoas ao mesmo tempo) surgem muitas vezes, na forma de comentários em fóruns e blogs, provocações e malentendidos que por vezes se transpõem para a realidade e afectam a imagem dos grupos. Por isso mesmo é que na Brigada, desde o inicio, fizemos questão em afirmar que tudo o que diz respeito ao grupo é publicado no www.brigada2004.blogspot.com. Os comentários mal intencionados não fazem parte da nossa forma de estar e não nos identificamos com esse tipo de atitudes cobardes.

04 setembro 2006

Entrevista à Torcida Jovem claque de apoio do Lusitano

Esta entrevista foi feita a 2 responsáveis da Torcida Jovem pelo Gongas, chamados João Rego (JR) e João Graça (Rolhas)

GonGaS -Vocês sabem que um grupo ultra em escalões inferiores é muito raro de se ver em Portugal. Foi difícil formar a Torcida Jovem?
João Rego e João Graça -Nós quando formamos a Torcida já sabíamos as dificuldades que íamos ter pela nossa frente, mas o nosso amor e a nossa vontade de apoiar na força máxima o clube da nossa cidade era tanta que decidimos avançar sem medo das dificuldades que tínhamos pela frente.
De início foi muito difícil arranjar elementos mas com o passar do tempo as pessoas habituaram-se, os amigos juntaram-se e cá estamos, em constante crescimento.

GonGaS -Pelo que vi no site oficial do vosso ideal (Lusitano de Évora) tem uma secção da Torcida Jovem... Pelo que parece vocês tem uma boa ligação entre claque e direcção. A direcção tem vos ajudado?
JR e Rolhas -Sim nós assim que nos organizamos, procuramos os responsáveis do clube para os informar das nossas ideias e para pedir alguma ajuda e a direcção desde logo mostrou uma grande satisfação e ajudou-nos nalgumas coisas, contribuindo com bilhetes grátis para os elementos da claque nos jogos em casa, o que por si já é uma grande ajuda.

GonGaS -Falem-me da história da Torcida Jovem, do início ate ao momento?
JR e Rolhas -A claque nasceu no dia 12 de Março de 2006 no jogo Lusitano de Évora vs Castrense... Nesse dia foi uma estreia tímida, com poucos elementos, com pouco material mas com a ideia e a esperança que iríamos um dia mais tarde sermos maiores em numero, pois de espírito já éramos grandes.
A partir desse dia foi trabalhar e mais trabalhar tardes a fio a construirmos faixas, estandartes, bandeiras... Evoluímos bastante ate ao dia de hoje... Neste momento possuímos mais elementos, tambores, faixas, estandartes, t-shirts e cânticos personalizados, tudo para levar o Lusitano bem lá ao cimo.

GonGaS -Quais os maiores problemas com que se debateram?
JR e Rolhas -O maior problema sem duvida são as deslocações e depois há a falta de dinheiro e a falta de membros também.

GonGaS -Queriam acrescentar alguma coisa a esta entrevista, alguma coisa importante para vocês revelarem?
JR e Rolhas -Nós não queremos discutir se somos ultras se não, apenas estamos ali para apoiar o nosso clube se ele é da 3ª Divisão ou 1ª não me interessa.
Os grupos que apoiam equipas menores são sempre marginalizados mas eu não sou nada dessa opinião e acho que os clubes locais deviam ter mais assistência e mais divulgação.
Penso que é tudo.

27 agosto 2006

Entrevista aos Tricolores claque de apoio ao AD Machico

Entrevista de Fabio Silva a Pedro Medeiros membro da direcção dos Tricolores claque de apoio ao AD Machico recem promovida a II divisão:

Fabio (F): Quando e como nasceram os Tricolores?
Pedro (P): Nasceram à cerca de 22 anos, por intermédio de um grupo de apoiantes,
que resolveram fazer uma claque para o clube, que perdura até hoje

F: Quando começaram em (ano de fundação), contavam com quantos elementos?
P: Cerca de 15 elementos, segundo antigos membros/fundadores da claque
(eu ainda não era nascido)

F: Eu vi fotos vossas no Estádio de Machico recentemente no jogo a contar para a
P: Campeonato Nacional da 3ª Divisão - Série E e estavam com um bom número de
elementos, com quantos elementos os Tricolores contam agora?
Cerca de 50 elementos, com tendência para cresçer!

F: Qual é o vosso lema? Qual o vosso ideal?
P: O nosso lema é "Demasiado fieis para desistir" , o ideal é estar ao
lado da equipa, seja qual for o seu momento!

F: Como estão organizados?
P: Temos um chefe, o Sr. António que foi quem formou a claque, e que até
a algum tempo atrás era o unico resistente da claque, ia para os jogos
sózinho, nunca deixou apagar a chama, mas desde meio da época passada
que novos colaboradores entraram e a claque renasceu em força. Cada
elemento tem o seu cartão de sócio da claque, que dá descontos em
alguns estabelecimentos comerciais, nossos parceiros.

F: Os Tricolores têm núcleos? Quantos?
P: Não temos nenhum núcleo.

F: Como é a vossa relação com a Direcção? Apoia-vos em algo?
P: A Direcção do clube apoia-nos no que pode, disponibilizando transporte
e bilhetes para os jogos fora, realizados na Madeira, garantindo ainda
entrada gratuita nos jogos em casa a quem deter o cartão de sócio da
claque! Temos também um espaço amplo no nosso Estádio, que nos serve
de sede e de arrecadação, para breve esparamos ter um outro espaço no
mesmo Estádio, e tencionamos também usar um espaço comercial no
Estádio para vender produtos da claque e outros.

F: Como é a vossa relação com os jogadores do AD Machico?
P: Uma relação de amizade, conheçemos e falamos bem com os jogadores que
transitam de uma época para a outra, e tentamos conheçer melhor os
novos, para isso comparecemos nos treinos, convivios do clube, etc...

F: Quais são até agora os momentos mais marcantes dos Tricolores?
P: Sem dúvida o final da época passada, em que sofremos até ao ultimo
jogo para garantir a subida de divisão, tanto no futebol, para a II
divisão nacional, como no voleibol, para a divisão A1

F: Vocês acompanham sempre o AD Machico nos jogos fora? Como fazem essas
transfertas?
P: Em todos os jogos fora realizados na Madeira, acompanhamos a equipa,
esta época pretendemos assistir a 1 ou 2 jogos no continente,
dependendo do apoio dos empresários da cidade.

F: Nos jogos fora têm algum apoio do AD Machico?
P: Sim, a AD Machico oferece-nos transporte e entradas para os membros
assiduos nos jogos fora.

F: Qual foi a vossa maior deslocação?
P: Até hoje, Porto Santo, mas agora com a nova estrutura a funcionar é
para ir mais longe!

F: Achas que os sites, fanzines, e tudo o que sai sobre o mundo ultra dá o devido
valor as claques dos escalões inferiores?
P: Penso que em quota parte sim, claro que as claques das divisões
superiores têm mais apoiantes, mas há lugar para todos!

F: O que achas do movimento ultra na IIIDivisão/IIDivisão?
P: Penso que vai no bom caminho, cada vez vemos mais claques ultras a
apareçer nas divisões secundárias, penso que isto deve-se à mudança de
mentalidade, talvez porque antes se calhar era vergonhoso apoiar um
clube secundário, por ser secundário, hoje em dia já não há esse
receio, e espero que continuem a creçer!

F: Qual é para ti a claque ou as claques que estão a prestar melhores
"actuações"na época passada?
P: As claques do Vitória de Guimarães, pela entrega que tiveram, nunca
deixaram de apoiar o seu clube mesmo descendo de divisão, em Guimarães
mora um exemplo de dedicação a um clube, único em Portugal!

F: Quem para ti ajuda mais ao crescimento do movimento ultra em Portugal?
P: As claques dos clubes grandes, são o exemplo a seguir (não em tudo)
pois são nessas claques que todo Portugal pode ver as suas
manifestações, por intermédio da televisão, o que leva a que quem tá
em casa e pertença a uma claque de um clube mais pequeno, leve ideias
do que viu e aplique! Também o vosso fórum ajuda ao crescimento, nas
trocas de ideias que são feitas!

F: O que achas da actual situação do futebol Português?
P: Está melhor que nos ultimos anos, as equipas finalmente viram as suas
limitações e já não contratam jogadores por contratar, agora há um
processo de seleção para evitar maus investimentos, pena é a situação
da II divisão, 14 equipas numa série, com tendência para diminuir,
desmotiva muito uma equipa, mas que se pode fazer...

F: O que achas dos preços dos bilhetes?
P: Um pouco exagerados em relação à situação económica do país, acho
inadmissivel bilhetes a 50€ para um jogo de I liga!

F: O que achas que era preciso fazer para as pessoas voltarem a ir ao futebol?
P: Acima de tudo, baixar o preço dos bilhetes, pois divulgação do
desporto não falta!

F: Para terminar ultima mensagem que queiras deixar?
P: Nunca deixem de apoiar a sua equipa local! Sejam do Braga, do
Guimarães ou do Belenenses, há sempre um clube na sua freguesia que
mereçe o seu apoio, que precisa de sí, o futebol não é só os grandes!

20 maio 2006

A Mais Bela Bandeira Nacional Humana

Entrevista a: Mafalda - VIII Girls
Na entrevista é focado o evento de 20.05.2006 designado de a mais bela bandeira do mundo. Mafalda, uma das presentes no recinto responde-nos a algumas curiosidades.


Repórter: O que te levou ao estádio nacional esta tarde?
Mafalda: O que me levou lá foi uma agência cá de Setúbal que me convidou e também porque acho importante a selecção sentir apoio dos adeptos, e achei que foi uma excelente iniciativa.

R: Essa agencia que pretendia com a vossa presença?
M: Levar mais mulheres ao estádio, para apoiar a selecção e ajudar na mais bela bandeira do mundo

R: Sabes quais eram os objectivos que levaram tanta gente ao estádio nacional?
M: Pelo que sei, era fazer a mais bela bandeira do mundo, constituída só por mulheres, com o objectivo de ir para o guiness

R: O que sentiste ao chegar ao estádio?
M: Senti que realmente as pessoas aderiram à iniciativa, via-se o estádio mesmo cheio quando cheguei, chegaram a fechar as portas depois de ter entrado, porque já não conseguiam por mais gente lá dentro... Acho que se mostrou um pouco da força do povo português.

R: Então pensas que os objectivos pretendidos foram conseguidos!
O que pensas da iniciativa em geral? Foi uma iniciativa importante?
M: Claro que foram conseguidos, até porque apareceu muita mais gente que o esperado. Penso que foi importante, do ponto de vista, que estamos todos com Portugal, e acreditamos na nossa equipa... Acho que mostramos um pouco a garra que temos...

R: No fundo esta iniciativa também foi para mostrar que as mulheres estão com a selecção e com o futebol. Também pensas da mesma maneira?
M: Claro... Não são só os homens a apoiar e a gostar de futebol! As mulheres também são adeptas do futebol, e ainda existe um pouco a "descriminação" das mulheres no futebol. Acho que as mulheres mostraram hoje que o futebol também é nosso, ao aderirem a esta iniciativa em peso.

R: Tens mais alguma coisa a acrescentar?
M: FORÇA PORTUGAL

Mais fotos "aqui"

27 novembro 2005

Entrevista aos Red Boys, claque de apoio do SC Braga.

Esta entrevista foi efectuada no dia 18/11/2005 ao Jó Mané (presidente dos Red Boys) e á Joana (membro da direcção dos Red Boys e fundadora das Red Girls).

CP- Como apareceram os Red Boys?
Jo Mané- A fundação dos Red Boys aconteceu a 27/09/1992 por intermédio de um grupo de amigos que costumava acompanhar o SC Braga. Começaram com cerca de 30 elementos, e o seu primeiro nome foi Red Skins.
O número de elementos foi aumentando, e a dado momento, os sócios do clube começaram a contestar a claque devido ao seu nome, pois consideravam-nos como sendo de extrema direita, e nessa altura deu-se então a alteração para o nome que existe hoje "Red Boys".
Alguns meses depois apareceram os Comandos Vermelhos, mas o elevado domínio dos Red Boys fez com que a grande parte dos Comandos Vermelhos passassem para os Red Boys.
Em 1995 apareceram os Ultras Braga em que a maioria dos seus membros fez parte da Juventude Bracarense, os quais acabaram por se juntar aos Red Boys formando os Ultras Red Boys Braga.
Em 97/98 foi um grande ano para a claque, que culminou com a presença do SC Braga na final da Taça de Portugal frente ao FC Porto, em que os Red Boys estiveram presentes com um elevado número de elementos nas bancadas.
A partir daí a claque passou por alguns problemas, acabando por ficar reduzida a 20/30 elementos.
Entretanto devido a pressões de vários elementos resistentes e que nao se conformavam com a reduzida dimensão da claque, incentivaram-me a pegar na claque, e por acordo com o antigo presidente, passei a ser o líder dos Red Boys.

CP- Como estão a decorrer estes anos desde que és presidente dos Red Boys?
Jó Mané- O início foi difícil, contactei vários elementos que já tinham desistido para que se voltassem a inscrever, muitos voltaram e, a aquisição de uma nova sede motivou ainda mais a fixação desses elementos contando neste momento os Red Boys com cerca de 800 elementos.

CP- Os dois últimos foram dos melhores momentos dos Red Boys, como explicas isso?
Jo Mané- Com as vitórias do SC Braga a claque foi crescendo cada vez mais, com mais membros o dinheiro foi aparecendo também, o que facilitou a aquisição de material tanto para as coreografias, como para as deslocações.
Os RB começaram a contar também com mais material, entre eles, cachecóis, casacos, t-shirts, sweat's, bonés e todo o tipo de material inerente a uma claque.
O material da claque também aumentou, conseguimos estandartes novos, bandeiras gigantes entre outros.

CP- Como vês o próximo jogo SC Braga x SL Benfica?
Jó Mané- Para nós é um dos piores jogos que enfrentamos em termos de adeptos porque já é tempo de se começarem a distinguir os verdadeiros adeptos do SC Braga dos adeptos do SL Benfica, como sabes dantes diziam que o SL Benfica quando jogava em Braga era como se jogasse em casa, e estamos empenhados em que isso mude, o ano passado já não foi assim e esperamos que este ano seja ainda melhor e que estejam muitos mais adeptos do SC Braga do que do SL Benfica no estádio, e claro que estamos confiantes na vitória.
E já agora a vitória sobre o SL Benfica seria a melhor prenda q o SC Braga me poderia dar já q faço anos no dia 21/11.

CP- Joana, como fundadora da Red Girls gostávamos que nos dissesses como apareceram as Red Girls?
Joana - As Red Girls apareceram em 1994. Nesse ano a direcção dos Red Boys era mais um grupo de amigos que repararam que eu me dedicava muito ao grupo, mesmo não fazendo parte desse mesmo grupo, contribuindo com todo o tipo de ajuda em todas as iniciativas. Decidiram então convidar-me para fundar a parte feminina da claque, nessa altura contava-mos com cerca de 30 Red Girls.

CP- Conta-nos um pouco do percurso das Red Girls no grupo?
Joana - Em 1996 os Red Boys fizeram uma melhor organização do nosso grupo com mais material e maior número de elementos, depois começou a queda da claque e o nosso grupo foi também abaixo, mesmo assim nunca abandonei os Red Boys e as Red Girls e quando o Jó Mané pegou na claque convidou-me a continuar na direcção das Red Girls e a integrar a direcção dos Red Boys na parte administrativa, tendo também ajudado na construção do site.
Passados 8 anos da nossa existência o presidente dos Red Boys fez o nosso 1º cachecol, e logo a seguir o material foi aparecendo, estandartes, faixa, novos cachecóis, entre outros.

CP- Como é a vossa situação neste momento?
Joana- Neste momento contamos com cerca de 120 Red Girls, e cada vez levamos mais raparigas fora, devendo-se isto à mudança de mentalidade que mostra que o futebol não é só para homens. Apesar de as Red Girls serem um grupo autónomo dentro dos Red Boys somos apoiadas pela direcção dos Red, inclusivé apoiadas financeiramente.

CP- Dado que as claques mais tarde ou mais cedo vão ter de ser constituídas em associação, já pensaram em criar essa mesma associação?
Joana- No ano de 2004/05 tentámos legalizar a claque, criando a associação Red Boys. Com a ajuda de um funcionário do IPJ, reunimos todos os documentos necessários (acta, estatutos, certificado de admissibilidade de firma, etc.).
Quando só faltava entregar estes documentos e esperar que saísse em Diário da Republica, houve uma alteração na direcção dos Red Boys o que implicava alterar actas e assinaturas.
Por falta de tempo para reformular estes documentos ainda não nos foi possível voltar a pensar neste assunto.
Temos consciência que mais tarde ou mais cedo vai ser obrigatório os grupos de adeptos, "claques", estarem legalizados, por isso não desistimos desta iniciativa e depois de termos a associação acreditada, tencionamos legalizar totalmente esta claque no Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, registando os Red Boys como grupo organizado de adeptos conforme manda o decreto lei nº16/2004 de 11 de Maio.

O Claques Portugal agradece a disponibilidade de ambos os elementos dos Red Boys, sem o qual esta entrevista não poderia ser feita, e agradece também o material informativo que nos foi cedido pela direcção dos Red Boys relativo à legalização das claques. Um muito obrigado.

08 novembro 2005

Entrevista sobre as claques do Estrela da Amadora

Nesta entrevista com Rui Miranda, ex-membro da direcção da Brigada Tricolor, vamos falar do Estrela da Amadora, de claques e em particular da Brigada Tricolor e do projecto falhado Legião 1932.

CP- O Estrela da Amadora conta já com um grande historial no futebol português, sabes dizer-nos qual foi a sua primeira claque e informações relativas a ela?

RM -Pelo que tenho conhecimento, a primeira claque a surgir no Estrela da Amadora foram "Os Linces". Não sei dizer a sua data de fundação (anos 80), mas os fundadores dessa claque estão ainda ligados ao clube, um deles é mesmo o Director do Futebol do Estrela da Amadora.

CP- Após essa claque apareceram mais duas, podes contar-nos um pouco da sua historia?

RM- Apareceram os "Ragazzi Tricolor" no principio dos anos 90, e foi até agora a maior claque do Estrela, conseguiu inclusivé encher o Topo Sul do Estádio José Gomes e produzir grandes coreografias na Reboleira. Em 1999 apareceram os "Super Stars", uma claque de gente nova, que rondava cerca de 50 elementos por jogo e que acabou para se juntar à Brigada Tricolor.

CP- A Brigada, da qual fizeste parte da direcção, sendo de um clube com dificuldades em termos de fixação de adeptos, nasceu do quê?

RM- A Brigada Tricolor nasceu de uma fusão dos "Super Stars" com um grupo de adeptos que pretendia criar uma "cena" mais séria, para fazer renascer o movimento Ultra na Reboleira de forma a apoiar da melhor forma o clube da cidade.

CP- Quais os problemas que enfrentaram nessa fase?

RM- Os mesmos problemas que qualquer claque enfrenta quando começa do zero. Problemas em termos de material e problemas em termos de angariação de membros para claque, o que não é tarefa fácil na Amadora.

CP- Os adeptos do Estrela é de conhecimento geral que são poucos e não têm aquela estrelinha pelo clube que os outros têm. Queres falar-nos um pouco disso?

RM- O Estrela da Amadora, apesar de ser um clube com história e tradição, nunca foi um clube que tenha ganho muitos troféus, nem que se tenha destacado na 1ª liga, além da Taça de Portugal em 90. A cidade da Amadora está a 6Km do Estádio da Luz e a 9Km do Estádio de Alvalade, e como é óbvio, quase todos os adeptos do Estrela têm um 1º clube, um clube grande.
É difícil viver ás portas de Lisboa e conseguir sobreviver como o Estrela tem sobrevivido. Nesta cidade tudo é Sporting ou Benfica, o que só vem fortalecer a ideia de que em Portugal apoia-se pouco os clubes ditos "pequenos", os clubes das terras.

CP- A Brigada apareceu, e manteve-se 3 anos entre nós podes descrever-nos um pouco da sua história enquanto claque?

RM- A Brigada Tricolor foi fundada a 17 de Fevereiro de 2002, e a sua estreia oficial foi num jogo Estrela da Amadora x Naval 1º de Maio. A Brigada apresentava cerca de 40 elementos por jogo e contava com o apoio da direcção que pretendia fazer uma Brigada à imagem do clube. A primeira deslocação da Brigada foi a Espinho e contou apenas com 5 elementos, mas o clube e os jogadores fizeram questão de agradecer o empenho da claque. O Estrela estava na luta pela ascendência à 1ª liga e a Brigada Tricolor, numa etapa crucial do campeonato começou a apresentar fortes presenças, tanto nos jogos em casa como fora. Nessa época o Estrela ficou em 4º lugar e não conseguiu atingir os objectivos. Na época seguinte a Brigada sofreu um abanão e foi "obrigada" a mudar de direcção. Para a nova direcção entrou um grupo de membros que tinha pertencido à extinta claque "Ragazzi Tricolor", com o intuito de fortalecer o grupo. A claque melhorou muito, em termos de organização, material, presenças, etc. O Estrela foi jogar a Alverca e esta foi uma das deslocações mais marcantes da Brigada Tricolor, um autocarro cheio de Ultras, juntamente com um Clube de Motards e um forte convívio na sede dos Motards de Alverca. Seguiram-se jogos em casa com o Portimonense e Marco, em que se criou fortes relações com os grupos desses dois clubes, Ultras Marafados e Tuff Boys respectivamente. Na última jornada do campeonato o Estrela necessitava de ir ganhar a Portimão e de um deslize da Naval e foi exactamente o que aconteceu, o Estrela conseguiu dar a volta de 2-0 para 2-3, na presença de 400 adeptos do Estrela, entre os quais 100 Ultras. Na época seguinte seguiram-se mais boas relações, desta com os Furacões Sadinos em jogos da pré-época. Com o Estrela na 1ª Liga esperava-se um forte crescimento da Brigada Tricolor mas isso não aconteceu, a direcção do Estrela começou a colocar um "travão" nas relações com a claque e o tal crescimento não aconteceu. Apesar disso a Brigada apresentou muito boas coreografias nessa época, com especial destaque para o jogo com o Boavista, numa 6ª à noite, juntamente com uma forte presença de mais de uma centena de elementos. Mais tarde criou-se uma relação, desta vez com os Ultras Auri-Negros. A época acabou "negra" e o Estrela desceu, mas a Brigada não desistiu e continuou a apoiar o clube. Na 2ª liga, as presenças diminuíram, o apoio diminuiu, tudo foi por água a baixo, ainda assim uma boa coreografia a simbolizar o 3º aniversário, mas havia a necessidade de mudar algo, a imagem da claque já não era a melhor depois de alguns conflitos com a direcção do clube, gerou-se rebentamento de petardos no Estádio e insultos para a direcção do Estrela da Amadora, então decidiu-se dar por finalizado o trabalho da Brigada Tricolor.

CP- Ainda antes desse fim da BT apareceu a Magia Tricolor e, com o fim, um projecto chamado Legião 1932. Queres falar-nos da Legião? O que aconteceu? No que interviste e porque não passou de um projecto?

RM- A Legião 1932 estava a ser criada com o intuito de mudar a imagem da Brigada Tricolor, e continuar o trabalho da mesma, continuar um projecto que só aparentemente tinha acabado. Mas além de alterar a imagem, também era objectivo serem outras pessoas a dar a cara, e eu era uma dessas pessoas. Iniciaram-se conversas com a direcção do clube e levou-se o projecto para a frente, produziu-se uma faixa, foi-se angariando pessoal, e entretanto "recrutavam-se" novos elementos para a Legião. Tudo parecia ser um projecto muito forte, dos mais fortes na Reboleira, até porque o Estrela estava na 1ª Liga. Mas a direcção começou a enrolar a conversa e a colocar obstáculos no caminho da Legião, telefonemas prometidos por parte da direcção que nunca chegaram a ser feitos, reuniões marcadas que não chegaram a existir, entre outras coisas, até mesmo uma reunião em que se fez uma espécie de um acordo com o que devia ser feito e não devia ser feito. A Legião chegou ainda a marcar uma presença "não-oficial" em dois jogos do Estrela, mas a paciência tem limites e decidiu-se não avançar. Quem ficou a perder mais uma vez foi o Estrela da Amadora.

CP- Em relação à Magia, apareceu e parece que é para durar... Que credibilidade pões no projecto? Achas que estou certo quando digo que será para durar e pensas que será candidata a claque revelação do ano pelas boas indicações que tem dado?

RM- Não tenho uma opinião formada quanto à questão que colocas se é para durar ou não. A Magia Tricolor apareceu como núcleo da Brigada Tricolor e deu como que "uma facada nas costas". A meio da época decidiram-se afastar da Brigada e fazer o projecto deles, sendo sócios da Brigada e aproveitando-se dessas vantagens
A Magia tem muitos membros ainda inexperientes nesta "cena" Ultra, o que demonstra na qualidade do material e em certas atitudes, mas por outros lados mostram uma certa força de vontade e dedicação, o que o próprio clube e a imprensa também já souberam reconhecer.
Tenho pena é que quando a Legião 1932 e a Magia Tricolor estavam para nascer, apesar das boas relações entre os dois grupos e ser objectivo ficarem os dois na mesma bancada, o clube tenha dado apenas atenção à Magia e total desprezo à Legião.

CP- Então pensas que a Legião foi posta a margem. Isso não se terá devido a ser um projecto saído da Brigada Tricolor? Poderá o Estrela ter algum facto relevante para isso ter acontecido?

RM- Não sei ao certo, até porque nós fizemos questão de lhes explicar a situação, mas que desejaríamos apresentar-nos com uma nova imagem e uma nova maneira de ser. Penso que o Estrela queria apenas uma claque e deu vantagem à Magia, devido às "cunhas" que têm dentro do clube, e estariam convencidos de que a Legião ao ser confrontada com esta situação, se juntasse à Magia, mas enganaram-se.

CP- Mesmo assim, em suma o que desejas ao Estrela e principalmente ao seu crescimento a nível de adeptos e claque?

RM- Desejo que o Estrela esteja sempre a crescer a nível de adeptos, é pena que a direcção do clube não faça o mínimo de esforço para ter mais gente no Estádio, o que se reflecte no ridículo preço dos bilhetes que o Estrela pratica. Quanto à Magia, desejo um forte crescimento, que consiga aquilo que a Legião não teve, que os membros que desejavam juntar-se à Legião se juntem a esta claque no apoio ao Estrela da Amadora.

CP- Como vês o Movimento Ultra em Portugal?

RM- Vejo cada vez mais as claques "pequenas" mais fortes e as claques grandes mais "fracas". Claques como as do Braga, do Guimarães, da Académica, agora mais recentemente da Naval, entre outras, têm tido o seu esforço recompensado e isso tem-se reflectido nos fortes apoios que prestam aos seus Clubes. Tenho pena que não haja união para combater este "bicho" que é o Futebol Moderno, de forma a reclamarmos os nossos direitos como adeptos. É esta a breve interpretação que tenho do nosso Movimento Ultra actualmente.

CP- Como vês o Futebol português no geral?

RM- O futebol Português neste momento é semelhante ao que se passa nas claques, parece que estão os clubes "pequenos" cada vez melhores e os "grandes" cada vez piores. Penso que é um campeonato cada vez mais competitivo e pratica-se cada vez menos um futebol bonito.

CP- Achas que a redução de clubes já na próxima época trará algumas vantagens?

RM- Penso que não. Cada vez menos clubes, cada vez menos jogos, cada vez menos festa no futebol, e cada vez mais difícil de os "pequenos" poderem mostrar-se no escalão principal.

Aqui fica esta entrevista, talvez polémica, talvez esclarecedora em alguns aspectos. Agradecemos a disponibilidade do Rui Miranda por esta entrevista.

05 novembro 2005

Entrevista Tuff Boys

Aqui deixamos uma entrevista feita a um dos elementos dos Tuff Boys, claque que apoia o FC Marco e que milita na Liga de Honra.
O Claques Portugal agradece desde já a disponibilidade dos Tuff Boys, sem a qual esta entrevista não teria sido possível.

C.P.- Quando e como nasceram os Tuff Boys ?

UltraTB- Os TB nasceram a 29 de Outubro de 2000, fizemos na semana passada 5 anos.
Os TB nasceram de um grupo de amigos que seguiam o FC Marco e que resolveram formar os TB para dar outro apoio mais entusiasta ao FC Marco, o apoio merecido.

C.P.- Quando começaram em 2000, contavam com quantos elementos?

UltraTB- Ao começo é sempre difícil e principalmente num meio como Marco de Canaveses que nunca teve tradições Ultras, foi um começo lento e uma aprendizagem lenta e o numero foi coisa que nunca nos preocupou.

C.P.- Eu vi fotos vossas no Estádio do Dragão recentemente no jogo a contar para a Taça de Portugal e estavam com um bom número de elementos, com quantos elementos os Tuff contam agora?

UltraTB- Os Tuff Boys elemento sócios têm há volta de 400 mas isso não quer dizer que sejamos esses os presentes nos jogos.

C.P.- Qual é o vosso lema? Qual o vosso ideal?

UltraTB- O nosso lema é única e simplesmente dar o nosso melhor em prol do FC Marco, para que cada dia que passe seja um clube melhor e maior.

C.P.- Como estão organizados?

UltraTB- Temos uma direcção composta por 7 elementos que tratam de tudo que rodeie o FCM e os TB.

C.P.- Os TB têm núcleos? Quantos?

UltraTB- O único núcleo que existe chama-se Tuff Boys, os núcleos não tem razão de existir no nosso grupo.

C.P.- Como é a vossa relação com a Direcção?

UltraTB- Depois dos problemas ultrapassados com a retirada da nossa sede pela parte da direcção em 2003 veio fazer com que os TB olhassem de outra forma para o futuro, a nossa relação com a direcção é com respeito de ambas as partes.

C.P.- Apoia-vos em algo?

UltraTB- Na troca de bilhetes

C.P.- Como é a vossa relação com os jogadores do FC Marco?

UltraTB- Muito forte mesmo, eles são o nosso orgulho e sabem que estamos sempre lá para os apoiar no máximo que pudermos e eles por sinal reconhecem muito bem isso, inclusivé houve uma proposta por parte do nosso capitão Albertino para se tornarem sócios dos TB, só remando todos para o mesmo lado, puderemos levar o FC Marco a bom porto!

C.P.- Quais são até agora os momentos mais marcantes dos Tuff?

UltraTB- Todos os momentos são marcantes, mas o que mais marcou o grupo, foi aquando da retirada da nossa sede, foi com o intuito de acabar connosco, mas isso serviu para nos unir e nos tornar mais fortes, apesar dos momentos difíceis passados para estarmos presentes até no nosso próprio estádio devido há proibição, se calhar foi ai que se conquistou todo o respeito que agora temos no FC Marco .

C.P.- Vocês acompanham sempre o FC Marco nos jogos fora? Como fazem essas transfertas?

UltraTB- Por norma vamos de Bus ou automóveis

C.P.- Nos jogos fora têm algum apoio do FC Marco?

UltraTB- O apoio que temos é nos bilhetes quando os clubes que visitamos se propõe a trocar coisa que são poucos.

C.P.- Qual foi a vossa maior deslocação?

UltraTB- Todas elas são grandes, porque em campo joga o FC Marco.

C.P.- Achas que os sites, fanzines, e tudo o que sai sobre o mundo ultra dá o devido valor as claques dos escalões inferiores?

UltraTB- Claro que não, esses sites que falas por norma faz o que faz os jornais desportivos, falam sempre dos mesmos.

C.P.- O que achas do movimento ultra na Liga de Honra?

UltraTB- Para mim é um movimento muito interessante, onde ainda se consegue ser ultra há maneira antiga, mas também o futebol moderno já começa a chegar a esta divisão.

C.P- Qual é para ti a claque ou as claques que estão a prestar melhores "actuações"?

UltraTB- É difícil de falar nesse assunto, porque cada um sabe de si, e nós o que sabemos é através da informação da Internet e por vezes quem vê caras não vê corações.
Isto quero-te dizer que por vezes vê-se uma foto muita bonita na net, mas se calhar nem apoiaram a equipa, percebes....

C.P.- Quem para ti ajuda mais ao crescimento do movimento ultra em Portugal?

UltraTB- Quem ajuda mais, são todos aqueles que todos os fins de semana esteja frio ou calor, seja longe ou perto estão lá sempre presentes para apoiar o seu clube.

C.P.- O que achas da actual situação do futebol Português?
UltraTB- Acho que se não derem uma mãozinha na liga de honra em breve os clubes estão todos falidos, bilhetes caríssimos, estádios sem condições fazem com que as pessoas não vão ao futebol, apesar de ser um campeonato super emocionante.

C.P.- O que achas dos preços dos bilhetes?

UltraTB- Um roubo, as pessoas preferem ter pouca gente com bilhetes caros, do que muita gente com bilhetes condizentes ao nível de vida em Portugal, enfim são os dirigentes que temos.

C.P.- O que achas que era preciso fazer para as pessoas voltarem a ir ao futebol?

UltraTB- Um dos principais motivos para as pessoas não irem ao futebol é os preços dos bilhetes isso sem duvida alguma, mas a suspeição que andou no futebol também contribuiu muito para que as pessoas não acreditassem naquilo que viam.

C.P.- Para terminar ultima mensagem que queiras deixar?

UltraTB- Queria deixar uma mensagem a todos os Ultras para que continuem a fazer com que o panorama Ultra em Portugal seja cada vez mais respeitado e dar-mos todos as mãos contra o futebol moderno, porque se não em breve não passamos de uns meros bonecos na bancada.

02 novembro 2005

Entrevista - Ultras Marafados

Simbolo MarafadosEsta entrevista foi feita ao Miglão membro dos ULTRAS MARAFADOS, onde se fala não só dos ULTRAS MARAFADOS como do movimento ultra.
Desde já o Claques Portugal deseja as maiores felicidades aos ULTRAS MARAFADOS, e que continuem ajudar ao crescimento do movimento ultra em Portugal.


C.P.- Miglão em que ano foi fundado os Ultras Maradados?

Miglão – 1984. Mas nessa altura designava-se por “Os Marafados”, designação que foi alterada para "ULTRAS-MARAFADOS" quando a claque "renasceu" em grande força, na época de: 2001/2002.

C.P.- Como surgiram “Os Marafados”?

Miglão - Dispomos de muitos poucos dados acerca da origem dos marafados. Eles surgiram como iniciativa de um grupo de adeptos do Portimonense de então. Mas estamos a tentar, junto de certas pessoas que dizem ter feito parte desse grupo fundador, investigar mais dados ácerca das origens mais remotas da claque.
Os Marafados surgiram devido a um grupo de 'malta' (sócios) jovem que na bancada central sempre puxava pela equipa.
Na altura vivia-se um certo tipo de 'claquite' aguda, existia a Juve Leo, a Força Verde, a Torcida Verde, os Diabos, os Dragões Azuis e mais 2 ou 3 claques.

C.P.- “Os Marafados” como eram designados contavam com quantos elementos?

Miglão – Já foi há muito tempo que a claque foi fundada, e não sei dizer bem, mas pelos dados que disponho, a claque deveria dispor de uns 200 ou 300 elementos, e conseguia sempre boas deslocações.

C.P.- Dado que de "OS MARAFADOS" sabe-se pouco vamos falar dos "ULTRAS MARAFADOS", disseste que voltaram em grande força na época de 2001-2002, porquê a alteração do nome?

Miglão - Decidiu-se aproveitar a denominação do passado "MARAFADOS" e dar-lhe um toque de mudança, adicionando o "ULTRAS" dando assim uma imagem mais moderna e mais consentânea com a actualidade do mundo ULTRA, tentando também assim, introduzir uma nova dinâmica nesta nova era que estava a iniciar-se na vida desta claque.

C.P.- Com quantos ultras começaram ?

Miglão - O 1º jogo da nova denominação foi o Portimonense - Ovarense, da época de 2001/2002 - agora não me recordo a data precisa - e começamos com cerca de 40 elementos que foram rapidamente aumentando a partir daí.


C.P. – Neste momento contam com quantos ultras?

Miglão - A claque sofreu uma crise, que começou no final da época 2002/2003. Nessa altura, vivemos com a esperança de subir de divisão, e a direcção de então, do clube não cumpriu a promessa, inclusive deixando muitas suspeitas quanto à vontade em subir de divisão. A verdade é que: estávamos em posição de subida de divisão, bastava-nos uma vitória nos últimos 5 jogos, e inclusive em jogos bastante acessíveis, e o máximo que obtiveram foi um empate, a somar ao que todos vimos e concluímos no jogo Portimonense - Estrela.
A direcção do Portimonense saiu em bloco, treinadores e jogadores também, e ficou-se com um vazio directivo. Entrou uma comissão administrativa, que teve a difícil missão de contratar um plantel e um treinador, com somente 2 semanas de antecedência do inicio da competição. É natural que não se tenha conseguido criar uma equipa com a base competitiva necessária para obter bons resultados e praticar bom futebol, e nessa época, apesar de injustamente, e de alguns casos controversos, acabamos por descer.
A falta de credibilidade que o clube ganhou com a ultima direcção, aliada ao mal futebol praticado, desmotivaram muitos ultras.
No entanto, o Salgueiros acabou por não poder inscrever-se na liga de honra, e o Portimonense ficou com o lugar, tendo no entanto uma base de equipa de 2ªB. Apesar disso, efectuamos um bom campeonato e garantimos a permanência. Então estes foram 2 anos penosos para o clube e para a claque.
Agora, finalmente se pôde construir uma equipa com mais tempo, e os ULTRAS também estão a sofrer novamente um grande impulso e uma nova dinâmica que se pretende, traga de volta os tempos áureos das épocas de 2001/2002 e 2002/2003.
Lamentamos, no entanto, as restrições, que são cada vez maiores, por parte da LIGA às claques.
Coisas como fumos e tochas, agora são proibidas, e considero como muito exageradas as medidas da LIGA, estando com isso a retirar alguma luz, alguma cor, alguma vida ao futebol, e ao seu espectáculo dentro e fora das quatro linhas, sofrendo os UM84 também consequencias daí.
Começamos praticamente do zero, com uma presença de cerca de 20 elementos na deslocação ao Estoril, no jogo Estoril – Portimonense. No jogo seguinte, em casa com o Leixões, tivemos apenas cerca de 10 elementos.
No entanto, nos jogos seguintes, temos tido uma média de 30/35 elementos, e neste ultimo jogo, contra o Varzim, tivemos a nossa melhor presença, com cerca de 50 elementos, 40 a cantar.
Nota-se o crescimento da claque, que agora tem tendência em continuar a crescer.

C.P.- Como vocês se organizam nos jogos fora? Têm conseguido fazer deslocações?

Miglão - Até agora, ainda só fizemos ao Estoril, e estamos a contar com uma boa deslocação a Olhão, naquele que é sempre um jogo "escaldante", sendo o derby da região. Temos à disposição autocarros, com inscrições na ordem dos 10€ (autocarro+bilhete) até às 70 inscrições, e 20€ a partir daí.
Até agora temos tido boa adesão nas inscrições para "invasão a Olhão", e esperamos contar com a nossa melhor presença da época até então, em Olhão
esperemos que tudo corra bem, e que esta seja a base de lançamento para deslocações muito mais frequentes, embora sejam óbvias as nossas dificuldades, dado serem muito poucas as equipas do Sul do país nesta competição. Como se sabe 90% das equipas são do norte do país.

C.P.- Como é a vossa relação com a Direcção do Portimonense?

Miglão - Em relação à antiga direcção do Portimonense, sempre foi uma relação estável, sem grandes sobressaltos. As responsabilidades para com as leis da Liga também não eram tantas, e a claque ULTRAS-MARAFADOS nunca foi uma claque desordeira nem agressiva, portanto, nunca houve motivos para desentendimentos.
Actualmente, a relação entre os ULTRAS-MARAFADOS e a actual direcção é uma relação algo instável, e isso deve-se a vários factores. Em primeiro lugar, a claque foi dirigida nos últimos dois anos por elementos que nunca conseguiram impor a disciplina, e eles próprios acabaram por incentivar aos desacatos e à desordem. Chegaram a haver desacatos e desavenças entre um membro da direcção da claque e o presidente do clube. Além disso, o clube foi multado pela liga em uma ou outra ocasião, mercê da acção nociva da claque.

C.P.- A direcção do Portimonense apoia-vos em alguma coisa?

Miglão - Partimos para esta nova época, com uma nova direcção dos Ultas-Marafados, uma direcção apostada em direccionar os seus esforços no apoio ao clube, e em cortar com esse passado mais recente, tentando inverter alguns maus comportamentos.
No entanto, sabemos que há certas pessoas na direcção do clube que estão contra nós, e outras que nos olham com desconfiança. Mas apesar disso, temos de agradecer à direcção do clube por nos ter dado mais este voto de confiança, e contamos com alguns apoios fundamentais da parte deles. A saber:
- O sistema de entradas no estádio. Cada membro dos UM84 paga as quotas anuais (24€) e entra à borla em todos os jogos;
- Temos ao nosso dispor um quiosque, onde vendemos bebidas, snacks e material da claque (devemos ser a única ou das únicas claques a dispôr de uma infra-estrutura deste género, que serve para nos financiar, e que nos vai possibilitar, dentro em breve a confecção de novos cachecóis, t-shirts, pólos e o mais variado material);
- Uma casinha no estádio, onde colocamos as nossas faixas, tambor, megafone, bandeiras, estandartes e etc;
Portanto, a nossa relação com a direcção actual do clube, é instável, mas da nossa parte, só temos a agradecer pelas condições e apoio que nos têm dado, e deixar-lhes a seguinte mensagem: "Estamos aqui para apoiar o clube e não para prejudicá-lo, e tentaremos criar um grupo grande, e unido de apoio à equipa, sem que isso traga problemas ou desvantagens para o clube. Uma ou outra vez poderão haver problemas, mas nós tentaremos resolvê-los a todos, e pedimos alguma compreensão e tolerância da vossa parte."

C.P.- Vocês tem algum tipo de relação com os jogadores?

Miglão – Temos. Inclusive o 3º gr. da equipa que já foi um "tiffosi" nosso, e que espera ainda vir a estar connosco em alguma deslocações.
Quanto ao resto da equipa, temos uma boa relação, apoiamo-los, e eles retribuem.
Há claro, sempre, uma ou outra relação de amizade com um ou outro membro da claque.

C.P.- Como é para vocês apoiar um clube da liga de honra?

Miglão - Nota-se algum adormecimento da cidade em relação ao clube. Apesar de sermos uma das equipas que mais adeptos tem e mete nos estádios, dada a dimensão da cidade, deveria ser ainda muito maior o apoio ao clube. E o mesmo há a dizer em relação aos UM84. Podemos atingir um bom numero de ULTRAS, já tivemos 300 há 3 épocas atrás, mas também dependemos um pouco do desempenho da equipa.
Creio que quando subirmos à Super-Liga (porque acredito que isso acontecerá mais ano, menos ano), haverá um verdadeiro "boom" de entusiasmo em volta do clube.
Para nós apoiar uma equipa da 2ªliga, não deixa de ser excitante, e achamos o Portimonense um clube entusiasmante.

C.P.- Achas que as claques de escalões inferiores a SL não lhes é dado o devido valor? Achas que se devia mostrar mais coisas feitas pelas claques dos escalões inferiores?

Miglão - Não sei. Há claques boas na liga de honra. Os UM84 por exemplo já mostraram muita coisa boa. Posso referir-me também aos TUFFBOYS que têm-se mantido constantes, e com boas performances, boas deslocações. Os "Máfia Vermelha" também. Embora claro, eles tenham maior facilidade, porque as equipas são quase todas do norte. Nos sites e em publicações ULTRA no geral, até se dá alguma importância e relevância às claques da 2ªLiga, se é ou não o suficiente, não sei, não tenho opinião.
Mas quanto maior destaque e importância derem às claques da 2ªLiga, melhor. Sempre é um incentivo às mesmas.

C.P.- Para ti qual é a melhor claque da liga de honra, e que está a prestar melhores “espectáculos” ?

Miglão - Há 3 anos fomos nós, e também os TUFFBOYS. Actualmente não sei... mas talvez os Máfia Vermelha. Ainda não vi os ULTRAS AURI-NEGROS, terei oportunidade de vê-los de domingo a oito dias. E também não vi ainda os TUFF BOYS, mas eles têm-se mantido constantes ao longo dos anos, por isso já sei +/- o que esperar deles. Portanto, neste momento, talvez os Máfia-Vermelha, seguido pelos TUFF-BOYS. Quanto aos UM84, vamos tentar chegar ao nível que tivemos em 2002/2003, em que fomos considerados a melhor claque da segunda liga, mas talvez só o consigamos lá para o ultimo terço da época. Vamos trabalhar por isso.

C.P.- Qual é para ti a claque ou claques que mais ajudam ao crescimento do movimento ultra Português?

Miglão - Bem, para isso não tenho grande resposta. Talvez as claques dos clubes grandes, nomeadamente: Juve Leo, No Name e Diabos Vermelhos, Super Dragões e Colectivo Ultras, e depois também os Mancha Negra e os White Angels, sejam aquelas que têm maior notoriedade em Portugal, e talvez graças a isso, sejam as maiores inspirações para todas as outras.

C.P.- Como vês actualmente o movimento ultra em Portugal?

Miglão - Não estou inteiramente por dentro do "movimento ultra em Portugal", para poder ter uma opinião em relação a isso.

C.P.- Qual o movimento ultra e claques que mais gostas?

Miglão – O único movimento que conheço é o italiano e a claque que melhor conheço, são os Settembre Bianconeri, tendo visto alguns vídeos e fotos deles. Tendo também já visto um documentário de claques brasileiras, e notando o elevado numero de adeptos.

C.P.- Quais são as amizades dos UM84?

Miglão - Temos uma boa relação com os "Desnorteados" do Espinho e com os TUFFBOYS do Marco.
No geral damo-nos bem com qualquer claque. Menos os South-Side que desde o inicio decidiram ter uma postura agressiva para connosco. Também agora os Mosh Side de Olhão já apareceram com umas tarjas provocativas, embora não tenha passado disso. Compreende-se... são derbys .

C.P.- Pois era isso que te ia perguntar, quais as vossas rivalidades?

Miglão - Nós, por norma, não temos rivalidade com ninguém. Se essas rivalidades existem, elas são provocadas por outras claques. Quanto a isso, nada podemos fazer. Nós somos uma claque peculiar a esse nível, e queremos demarcar-nos nesse aspecto do restante mundo ULTRA. Somos uma claque somente vocacionada para o apoio da equipa. Nada de confrontos, de provocações, rivalidades.

C.P.- Ultima mensagem que queiras deixar?

Miglão- Bem, eu não conheço muito do vosso site, devo a partir de agora segui-lo com mais atenção, mas aprecio este tipo de iniciativas. Espero que continuem.
Quanto aos UM84, o que tinha a dizer já foi dito sobejamente. Vamos continuar e vamos crescer.
Quanto à direcção do Portimonense, espero que tudo corra bem entre eles e entre nós, não queremos prejudicar o PSC, apenas ajudá-lo.
E quanto ao mundo ULTRA, a mensagem que tenho é: não se aproveitem das claques para levar a cabo as suas ideologias agressivas e anti-humanas. Muitas claques são constituídas por rapazes rebeldes cujo a motivação para entrar para uma claque é a oportunidade para "fazer merda", e com isso dar largas à sua rebeldia inconsciente.
O mundo ULTRA deve ser um exemplo de alegria, de convívio, de confraternização, de espectáculo, de desporto.
E todos aqueles que se aproveitam das claques para promover os seus ideais anti-humanos, de racismos, xenofobias, extremismos, estão a aproveitar-se negativamente de algo que deveria ser bonito.

27 outubro 2005

Entrevista - Força Avense

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Esta entrevista foi feita ao José Miguel C. Nogueira (Miguel), elemento da Força Avense, claque de apoio do Desp. Aves.

C.P.- Miguel em que ano foi fundada a Força Avense?

Miguel- Foi refundada em 2000, 15-01-2000

C.P.- Foi refundada porque? Já existia?

Miguel- Já e em 85/86 fomos considerados a melhor claque da super liga ou seja quando fomos pela primeira vez promovidos ao mais alto escalão,
considerados pelo jornal Record.

C.P.- A Força Avense quando foi fundada em 2000 contava com quantos elementos? Que objectivos tinham?

Miguel- Cerca de 15 / 20 elementos, o nosso objectivo era como todas as claques apoiar o seu clube não só nos momentos bons como também nos momentos maus, e crescer a nível de “ultrismo”.

C.P.- Com quantos elementos está a F.A. neste momento?

Miguel- Inscrições temos cerca de 150, nos jogos comparecem cerca de 70 elementos em casa, mas vai variando conforme a equipa adversária.
Fora tentamos ao máximo ir a todos os jogos com o máximo de elementos possíveis, nos jogos fora temos um autocarro cedido pelo o clube com cerca de 30 lugares em que temos de “alugar” um condutor e pagar-lhe.

C.P.- Já que falaste no clube, como é a vossa relação com o clube, apoia-vos em alguma coisa ?

Miguel- Sim, a nossa relação com o clube não podia ser melhor, apoiam-nos no que podem, desde cedência do autocarro para as transfertas, cedência de um espaço dentro do estádio para fazermos de sede, entradas gratuitas aos sócios da F.A. no jogos em casa e ajudam nos bilhetes para os jogos fora .

C.P.- Com os jogadores do Desp. Aves há algum tipo de relação?


Miguel- Sim, com alguns, no fim do jogo deslocam-se até a nossa sede para confraternização. De salientar que o internacional Luís Boa Morte também já veio no fim de um jogo com o Marco ter connosco à nossa sede.

C.P.- O campeonato vais na 8ª jornada, o Aves está em 5º lugar, o que estás a achar do desempenho do Aves neste campeonato? até onde achas que pode ir este Aves?

Miguel- Vou ser sincero eu como todos os ultras das aves o que desejava-mos era vê-lo de novo no escalão principal mas temos que compreender que o Aves é uma equipa de liga de honra e de lugares cimeiros mas o que tenho observado nestas oito jornadas é que o aves está a ter um bom desempenho.

C.P.- Quais os vossos melhores jogos, melhor presença, e mais emotivo?

Miguel- Desp. Aves VS Moreirense , 7º jornada, com a presença de cerca de 200 elementos.

C.P.- Esta época certo?

Miguel- Certo

C.P.- Existe alguma amizade ou rivalidade com alguma claque ou clube ?

Miguel- Temos grande amizade com Máfia Vermelha, Tuff Boys, força azul que são os que habitualmente no fim dos jogos existe confraternização na nossa sede, rivalidade existe com a Juve Negra (claque do Tirsense) e uma rivalidade menor com os Green Devils.

C.P.- O que se passa nessas rivalidades, quais os tipos de “problemas”, e se são ou não prejudiciais para a claque?

Miguel- É uma rivalidade que passa para alem do apoio ao clube,
ou seja já foi vandalizado um carro de um elemento da nossa claque que estava a porta da sede da F.A por elementos da Juve Negra já identificados,
com os Green Devils é quase a mesma coisa também se verificou no ultimo jogo alguns desacatos que mereceram a intervenção da GNR presente mas de referir que esses desacatos não tiveram nada a ver com a claque em si mas com alguns (2 ou 3) dos nossos elementos que decidiram de livre e espontânea vontade abordar alguns elementos dos Green.

C.P.- Qual é para ti a melhor claque da 2º liga?

Miguel- A seguir a nós como é obvio (lol) a Máfia Vermelha.

C.P.- Qual ou quais as claques que para ti ajudam mais a crescer o movimento ultra em Portugal?

Miguel- Diabos Vermelhos, White Angels, Mancha, Máfia Vermelha, DUXXI.

C.P.- Para ti qual o melhor movimento ultra do mundo?

Miguel- O melhor movimento ultra em Itália, a melhor claque os Ultra Roma, mesmo não estando muito por dentro de claques internacionais, mas por fotos e vídeos que visualizei acho das melhores claques, talvez com esta entrevista me ajude mais a seguir o movimento ultra internacional.

C.P.- O que achas do futebol Português neste momento?

Miguel- O futebol Português neste momento é um dos melhores a nível internacional.

C.P.- O que achas de algumas claques envolverem politica na curva?

Miguel- Preferia não revelar a minha posição sobre esse assunto.

C.P.- Agora no dia 26 o Aves vai receber para a taça de Portugal um histórico do futebol Português, o Belenenses e respectivamente uma das claques mais antigas a Furia Azul, o Força Avense tem algo preparado para este jogo?

Miguel- Ainda não temos nada definido.

C.P.- Ultima mensagem?

Miguel- Queria mandar desde já um abraço aos entrevistadores por me proporcionarem uma entrevista para dar a conhecer mais a Força Avense, não só mas também a todos os ultras Avenses e amigos que tenho noutras claques nacionais não vou citar nomes com medo de me esquecer de alguns. para terminar digo a todos os ultras que se unam e apoiem o vosso clube como se fosse sempre o ultimo jogo.
You will never fly alone

24 outubro 2005

Entrevista Kaos Barcelense

A entrevista foi feita ao Bolas, um dos três actuais líderes da claque Kaos Barcelense de apoio ao Óquei de Barcelos que milita na 1ª Divisão Nacional de Hóquei em Patins. De salientar que foi o primeiro clube no mundo a conquistar todos os troféus. Um abraço ao Bolas pela entrevista cedida e felicidades à Kaos Barcelense.



Para os não conhecedores, fala-me do inicio da tua claque?
A Kaos Barcelense começou em 1992, mas depois ocorreram uns incidentes numa Final Four da Taça de Portugal e a claque ficou extinta, regressando depois em Novembro de 1997, tendo desde aí feito todos os esforços para apoiar o Óquei de Barcelos nos mais variados locais, não só em Portugal como também no estrangeiro.

Quantos elementos tem a Kaos?
Não temos um número exacto, os elementos variam. Em jogos grandes podemos chegar aos 200 membros ou ultrapassar essa marca, em jogos digamos menos cotados a nível de competitividade rondamos os 50. Fora costumamos levar aqueles que designo de verdadeiros, cerca de 20 a 25 elementos.

Vocês na época transata apoiaram o Gil Vicente, tendo depois desistido. O que derivou essa desistência?
Foram vários os motivos que originaram essa desistência. O facto de vários membros da Kaos estarem descontentes com a situação da claque na altura e acabarem por formar o Império Gilista. O facto da maior parte e do resto dos membros que restavam terem apenas amor e dedicação pelo Óquei de Barcelos e também o facto da direcção ter mudado, tudo um pouco contribuiu para esse abandono.

A Kaos tem elementos que também pertencem ao Império Gilista?
Não pomos entraves a tutti fruttis, quem é da Kaos pode ser de outra claque qualquer desde que não seja de um grupo que se diz claque e vai aos jogos da Juventude de Viana, tá tudo bem.

Vocês costumam apoiar o Gil Vicentequando este precisa?
Não, de maneira nenhuma. O Gil Vicentetem uma claque, o Óquei de Barcelos tem uma outra claque, e nós somos essa claque, a do Óquei de Barcelos, desde 1997 até sempre. Se alguém da Kaos o quiser fazer individualmente pode fazer, oficialmente a Kaos não estará mais presente nos jogos do Gil Vicente.

O Império Gilista de facto surgiu para separar as águas, o que pensas da criação dessa nova claque?
Acho que foi uma boa ideia, afinal de contas eles gostam do Gil Vicentee querem-se dedicar a 100% e estar sempre presentes, nós queremos o mesmo mas para o Óquei de Barcelos, assim tudo corre melhor.

Existem grandes diferenças em apoiar uma equipa de futebol, para uma equipa de Hóquei, desde o apoio vocal ao assistir as partidas dentro de um pavilhão. Como é apoiar uma equipa de Hóquei dentro destas circunstancias?
Para mim é exactamente o mesmo, canto com dedicação pela equipa que amo, só que estou dentro de um pavilhão e não num estádio. O barulho é que é obviamente diferente, 20 elementos num pavilhão fazem bastante barulho, 20 num estádio não fazem barulho quase nenhum.

Há Portugueses que afirmam que o Hóquei em patins é o 2º desporto mais amado em Portugal, como consideras a evolução do Hóquei em Portugal?
O Hóquei em patins é o desporto que mais alegrias dá a Portugal, exemplo disso foi o campeonato da Europa conquistado em Setembro pelo escalão de Juniores. Respondendo à tua questão, sinceramente não sei, vejo os pavilhões cada vez mais vazios, acho que a crise é geral e o preço dos bilhetes também. Quanto à evolução do Hóquei em patins, vejo os clubes todos em crise, principalmente o meu. Acho que já teve melhores dias o Hóquei em patins tanto em Portugal como em todo o mundo, aguardamos um futuro melhor.

Qual o melhor momento vivido pela tua claque até ao actual momento?
O Óquei Barcelos campeão em Maio de 2001, e a Final Four da Liga dos Campeões em Maio de 2000, em Guimarães.

Que ficou marcada pela negativa queres falar sobre isso?
Ficou marcada pela positiva e pela negativa, no compto geral foi boa. Foi má porque perdemos para o Barcelona, foi má porque sofremos repressão polícial ao mais alto(baixo) nível e foi má porque aconteceu o que toda a gente sabe com uma das claques do VSC que ainda hoje não faço a mínima quem foi nem interessa, faz parte do passado.

O que queres dizer com o mais “alto(baixo) nível”?
Ao mais alto nível porque fomos agredidos de uma forma barbara e mais baixo nível porque somos seres humanos e não animais. Acho que a polícia nessa altura nos tratou como animais.

O Hóquei também vive momentos de violência e repressão, já vos aconteceu mais situações para além dessa?
Sim claro bastantes! Este ano tivemos dois exemplos, de mais umas cenas de violência e repressão policial ao tal mais alto(baixo) nível, com adeptos em Riba d'ave, cenas lamentáveis do pior que pode haver e com a polícia em Barcelos em janeiro deste ano contra o FCP para a Liga dos Campeões.

O Óquei de Barcelos sente a falta da Kaos Barcelense caso não esteja presente?
Sim, Bastantes! Há cerca de três anos tivemos uma curta paragem de um mês e era notório a falta da Kaos, um jornal da região apelidou o pavilhão de “cemitério” dado o silêncio que existia no pavilhão com a nossa ausência.

A Kaos mantém boas relações com a direcção do clube e mais importante com a equipa?
Mantemos, principalmente com os jogadores, provavelmente das melhores relações entre claques/jogadores existentes em Portugal.

Quais são as Amizades e as Rivalidades da Kaos?
Não temos qualquer amizade oficial, mantemos amizades com elementos da Mancha Negra, Bracara Legion, Diabos Vermelhos e mesmo dos Super Dragões, mas não passa de amizades pessoais de pessoas da direcção da Kaos ou simples membros das claques mencionadas. Quanto a rivalidades, temos uma, que se dá pelo nome de Ultras Juve. Correm rumores de que acabaram durante a mudança de época, mas a ser mentira são a única rivalidade entre claques. Temos outra rivalidade, com o Riba d'ave Hóquei Clube, trata-se de rivalidade clubistica sem nada ter a ver com claques. O resto são rivalidades de ocasião.

Projectos para o futuro?
Como projectos para o futuro não temos nada na cabeça, apenas vamos tentar estar presente no maior número de jogos, com o maior número de pessoas possível e com o melhor apoio possível para o O.C.B. para que com a nossa ajuda faça um campeonato tranquilo dentro das capacidades.

Aonde é que as pessoas podem contactar a Kaos?
Não podem. Quem quiser contactar a Kaos sabe como o fazer e essas pessoas que querem contactar a Kaos são os membros da Kaos. Se alguém estiver interessado em entrar para a claque, sabe onde nos encontrar, estamos lá todos os jogos em casa, tal como estamos também nas partidas para os jogos fora, por isso é fácil de nos contactar. Já tivemos site, de momento não se encontra disponível, mas em breve vai voltar ao activo, lá podem ficar a conhecer um bocado melhor a Kaos Barcelense.

Qual é a mentalidade da Kaos Barcelense e com que estilo se identificam?
A nossa mentalidade é apoiar o clube sem qualquer lucro com isso. Estamos lá para ver o Barcelos ganhar e para que eles sintam o sexto jogador onde quer que joguem. Cada membro identifica-se com o que quiser, para mim tudo isso são rótulos, não dou importância a nada disso, apoio e quero ver o meu clube ganhar, apenas e só. Uma das coisas que está mais que incutida na cabeça dos nossos membros é que nós somos nós e os outros são os outros. Tentamos sempre não misturar as coisas e não envolver a Kaos, ou pelo menos os seus elementos num meio "geral" denominado de "ultra" porque quando se fala que os ultras em geral têm esta ou aquela opinião, nós podemos não ter e não tentamos fazer com que não estejamos expostos a essas sujeições, se é que consigo ser explícito.

Bolas tens receio da maneira como as pessoas possam interpretar as tuas ideias?
No mundo das claques, tenho amigos e inimigos, amigas e inimigas, como todos, não podemos agradar nem a gregos nem a troianos. Estas são as minhas ideias e as ideias de toda a gente que faz parte da Kaos Barcelense, provavelmente nem toda a gente irá gostar delas, mas até pode haver quem ache interessante, é como tudo. Receio da maneira como as pessoas possam interpretar as minhas ideias?! Nenhum, são minhas, não são ideias das outras pessoas, tal como disse, não posso agradar nem a gregos nem a troianos, provavelmente deve haver quem vá achar interessante, como quem vá criticar, nada que não esteja habituado.

Obrigado pela entrevista, já agora o que achas do nosso site?
De nada. Não sou hipócrita e não vou dizer que estou lá sempre colado, aliás, não estou colado nem a este nem a nenhum acerca desta temática, mas reparei nalguns aspectos interessantes, como por exemplo este tipo de entrevista, é sempre bom vermos as opiniões uns dos outros.

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