De acordo com o jornal A Bola, a SAD do FC Porto decidiu ontem cortar qualquer tipo de apoio à claque Super Dragões, em resultado dos acontecimentos relacionados com o treinador Co Adriaanse, emboscado na noite do último domingo, à saída do Olival, situação que mereceu igualmente uma queixa-crime contra os autores do inqualificável acto. O técnico tem todo o apoio por parte do clube e é, neste momento, intocável. A decisão foi unânime e tomada depois de ponderados diversos factos relacionados, essencialmente, com os desagradáveis acontecimentos à saída do centro de estágio do Olival, quando um grupo de 20 indivíduos atacou o carro em que seguia Co Adriaanse.
Esta decisão de cortar todas as benesses de que a claque dispõe, é também um acumular de situações desagradáveis vividas nos últimos tempos, em que os Super Dragões têm sido especialmente críticos para com a SAD e a sua gestão. Destacam-se, de entre eles, dois actos, bem visíveis: a falta de comparência da claque no particular com o Dínamo de Moscovo e ainda, aquando da saída de Jorge Costa, num jogo com o Penafiel, em que se podia ler numa tarja, «perdoa-lhes, capitão, eles não SADem o que fazem ».
Por estes dias, os Super Dragões manifestaram profundo desagrado para com o treinador, criticando opções e tácticas, e levando ainda duras críticas à SAD pela gestão do plantel.
Agora, a claque leva com uma resposta firme da SAD do FC Porto, que foi unânime na tomada de posição.
A emboscada a Co Adriaanse acabou por precipitar esta decisão que, no fundo, vem confirmar o convencimento dos gestores portistas do envolvimento dos Super Dragões no acto, embora estes se tenham demarcado, dizendo que foi uma «manifestação espontânea» de um grupo de adeptos.
A decisão enérgica da SAD é a que mais se esperava por parte de quem lidera o clube.
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