Os incidentes de domingo à noite, e que motivaram já uma acção judicial movida pelo FC Porto aos adeptos em questão – identificados com base nas imagens captadas pelas câmaras de vigilância –, mereceram ontem os comentários quer da associação de treinadores da Holanda, quer da sua congénere portuguesa.O «sindicato» holandês manifestou a sua solidariedade para com o técnico, afirmando que “a situação é má” e que “os responsáveis pelos graves desacatos devem ser severamente punidos”.
Ao final da tarde, foi a vez da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol (ANTF) repudiar “frontalmente as atitudes e cenas indesejáveis”, dizendo-se “disponível” para apoiar Adriaanse “em qualquer iniciativa (...) para responsabilizar os autores de tão desprestigiantes actos”.
Quem também emitiu um comunicado a comentar o sucedido foi a Direcção da claque Super Dragões, cujo presidente foi incluído, em algumas notícias vindo a público, no grupo de adeptos que estiveram no Olival. “Era fundamental que se exibissem provas da participação de um dos líderes dos Super Dragões, Rui Teixeira, na agressão ou na tentativa de agressão”, referem os SD, acrescentando que “tem sido estratégia de alguns administradores da SAD, de uma forma insidiosa e pouco correcta, colar os SD a qualquer incidente que prejudique a boa imagem do clube”.
A claque frisa que “esta estratégia tem o objectivo de obter um divórcio entre os SD e os sócios ou adeptos do FC Porto”; acusa elementos da SAD de “desespero face às críticas justas que têm sido efectuadas”; questiona a contratação de Adriaanse e dos seus três antecessores e acusa um “simpático e afável vendedor de revistas, de passado clubístico dúbio”, de assumir “um papel de relevo em todas as decisões da SAD (...) e que chegou a conselheiro presidencial trepando pelas costas do número dois da estrutura portista”.
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