


O primeiro dérbi da temporada não só ditou a vitória do Sporting por 2-1 como deixa o Benfica de Ronald Koeman em muito maus lençóis na classificação, no que é o pior arranque de sempre dos encarnados no campeonato.
Apesar das tácticas serem as esperadas, ambos os técnicos surpreenderam na escolha dos jogadores para as interpretar. Do lado leonino, os reforços ficaram no banco com Peseiro a apresentar a sua equipa tradicional, com Sá Pinto no lugar de Rochemback. Já Koeman introduziu os reforços, mas surpreendeu com a inclusão de João Pereira e, acima de tudo, de Carlitos, atleta que esteve prestes a ser dispensado.
O figurino da partida foi um encaixe perfeito das duas equipas, com extremo equilíbrio até perto da meia hora de jogo. Nesse momento, era visível que a maior arma dos leões residia na velocidade de Douala, Liedson e Deivid. Ao invés, nos encarnados foi notória a inexistência de um elemento condutor de jogo, que fosse a referência na transição defesa-ataque.
Esta conjugação de factores materializou-se num crescente domínio da equipa da casa, com o Benfica cada vez mais recuado Karagounis teve dois pormenores que demonstram posicionamento e visão de jogo, mas esteve muito alheado da influência que devia ter e, por isso, a progressão atacante encarnada era feita pelas alas e mal, porque Carlitos foi inconsequente e Simão bem marcado.
O Sporting ocupou melhor os espaços, pressionou e obrigou Moreira ser a última barreira que, ainda assim, não deteve o torpedo de Luís Loureiro. E se isso colocou o Benfica que parecia já moribundo, Ricardo Rocha encarregou-se de ser o coveiro com a mais incompreensível falta que lhe deu a justa expulsão, debilitando uma equipa já em dificuldades.
O jogo abriu e os encarnados reagiram à maior pressão contrária e ai apareceu o inevitável Simão, com o seu habitual golo de livre. Mas o Sporting continuou a dominar, acabando por ser o habitué Liedson a não se fazer rogado em aproveitar o brinde dado por Luisão, bastante mais alto que o atacante.
Daí em diante, a reacção encarnada denotou atitude mas muito pouca arte e a vontade pecou por tardia. Ainda assim, colocou incerteza no resultado até perto do final, sobretudo numa perdida de Luisão. Paulo Costa teve um bom um trabalho.
Registe-se o facto de terem havido vários incidentes entre os adeptos antes e durante o jogo. Três pessoas ficaram feridas no Estádio Alvalade XXI, na sequência do rebentamento de um petardo.
O rebentamento ocorreu numa zona onde se encontravam adeptos do Sporting, mas que ficava próxima do local onde foram colocadas as claques do Benfica.
Anabela Alferes explicou que a polícia "está a tentar apurar se o petardo foi arremessado pela claque do Benfica".
O encontro, durante o qual já se ouviram mais de duas dezenas de rebentamentos, era considerado de alto risco e mobilizou 300 agentes policiais e 400 assistentes de recintos desportivos.
A comissária responsável pelas operações de segurança explicou ainda que "as claques organizadas do Benfica foram revistadas pela polícia, enquanto as do Sporting foram revistadas pelos assistentes de recintos desportivos".
Ficha do jogo:
Estádio José Alvalade, Lisboa
ÁRBITRO: Paulo Costa, do Porto
ASSISTENTES: António Perdigão e João Santos
SPORTING: Nélson; Rogério, Polga, Tonel e Tello; Luís Loureiro e João Moutinho; Douala (João Alves, 76) e Sá Pinto (Pinilla, 84) ; Deivid (Wender, 65) e Liedson
SUPLENTES NÃO UTILIZADOS: Tiago, Miguel Garcia, Carlos Martins e Silva
BENFICA: Moreira; Anderson, Luisão e Ricardo Rocha; João Pereira (Nuno Gomes, ao int.), Karagounis (Alcides, 67), M. Fernandes e Nélson; Carlitos (Beto, 57), Miccoli e Simão
SUPLENTES NÃO UTILIZADOS: Quim, Leo, Karyaka e Geovanni.
Disciplina: Amarelos a Luís Loureiro (29), Polga (63), Tonel (76), Nélson (84) e Beto (90+3). Vermelho directo a Ricardo Rocha (51).
Marcadores: Luís Loureiro (37), Simão (64) e Liedson (74).
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