O regresso do FC Porto ao Estádio do Dragão para receber o Sporting de Braga continha muitos factores de interesse acrescidos, para além do jogo em si, pois face à segunda derrota consecutiva do Benfica, os «azuis e brancos» podiam dilatar a vantagem na frente do campeonato.Mas fora das quatro linhas as relações tensas, ou melhor, o corte de relações entre a Direcção do clube e a sua principal claque, os Super Dragões, criou a expectativa sobre qual a reacção destes indefectíveis adeptos.
Em reduzido número na bancada, seriam cerca de 600, menos de metade dos habituais, os SuperDragões presentes na sua bancada habitual mostraram o seu desagrado pelo sucedido com o silêncio absoluto durante os primeiros 10 minutos de jogo, em que estiveram ainda de costas voltadas para o relvado.
Assim que o cronómetro assinalou a dezena de minutos, os membros da claque que se deslocaram ao estádio manifestaram-se ruidosamente, notando-se desde logo a diferença, mas nenhum cartaz ou faixa provocatória foram exibidos pela claque, até porque as autoridades policiais teriam ordens no sentido de não deixar passar nada do género.
Nota, no entanto, para o facto de os demais adeptos presentes no recinto, liderados pelo Colectivo 95, situados no topo oposto ao dos Super Dragões, tentarem de alguma forma colmatar a falta de apoio que estes últimos sempre prestam à equipa.
É que, ainda por cima, os cerca de 1500 adeptos do Sp. Braga – duas claques masculinas (RB e BL) e uma feminina (Braguinhas) – mostravam-se bastante activos e ruidosos. Diga-se que a sua aglomeração era maior do que a dos Super.
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