

A estratégia de Jesualdo Ferreira passava claramente por conseguir levar para Braga a decisão da eliminatória e, nesse aspecto, tudo funcionou em pleno. Apesar da pressão a que a equipa foi submetida na meia hora final, o nulo obtido nos Balcãs serve às mil maravilhas para o objectivo de garantir uma vaga na fase de grupos da UEFA.
A confirmar-se a tradição, o "Arsenal do Minho" pode considerar-se com um pé na fase seguinte, já que nunca foi eliminado de provas europeias quando evitou a derrota fora de portas. Só falta, no próximo dia 29, encher o Municipal de Braga, o que nem será difícil, tendo em conta o resultado promissor.
Numa opção que visou, essencialmente, travar o ímpeto dos sérvios a meio-campo, Jesualdo Ferreira apostou num trio de médios "de combate" (Sidney, Madrid e Vandinho), abdicando, tal como era já esperado, de lançar um novo criativo para suprir a ausência do lesionado Hugo Leal. Mas nem por isso deixou de ser uma equipa ofensiva q.b. e disposta a jogar o jogo pelo jogo. Basta referir que a primeira ameaça séria foi do Sp. Braga, aos 10', num remate de longe de Vandinho, que tabelou em Mladenovic e acertou no poste direito de Randelovic, já batido; os visitantes também beneficiaram do primeiro canto da partida (14').
Os minhotos logravam, assim, evitar o assédio inicial do Estrela Vermelha que, só aos 16', deu sinal de si: acorrendo a um lançamento por alto da linha média, Purovic cabeceou em grande estilo na área e, com Paulo Santos a ficar a meio da viagem, já se preparava para festejar o golo quando se apercebeu que a bola, afinal, acabou por ser devolvida pela barra, onde acertou com estrondo. E Purovic já não conseguiu recuperar posição para fazer a recarga que estava ali à mercê.
Com o jogo a decorrer em toada de parada e resposta, só à passagem da meia hora o perigo voltou a rondar as duas balizas. Coube ao Braga abrir de novo as hostilidades, numa iniciativa individual de João Tomás cujo remate saiu desviado (29') e os locais a responderem dois minutos depois, com um remate de Purovic à figura de Paulo Santos.
O respeito de Walter Zenga pelo opositor ficou patente ao intervalo: os adeptos exigiam mexidas, mas o técnico italiano preferiu deixar essa iniciativa a Jesualdo Ferreira, que aguardou mais um quarto de hora para trocar de extremo- esquerdo, dando ordens para que Rossato se empenhasse em ajudar a fechar o flanco.
Só a partir daí Zenga decidiu lançar as armas que tinha. Primeiro abdicou do médio- esquerdo Mudrinic para lançar mais um ponta-de-lança (Stojanovic), passando a jogar em 4x4x2. Com o Sp. Braga mais recuado a evitar passar por grandes apuros, não tardou a trocar o extremo esquerdo por um médio criativo (Basta) e acabou mesmo por prescindir de um central para reforçar o miolo.
A consequência foi, como se esperava, algo penosa para os visitantes, que viam o Estrela instalar-se no seu meio-campo e quase se limitavam a defender o nulo. Apesar das muitas bolas bombeadas que rondaram a área, foram-se evitando situações de golo à vista e só por duas vezes (aos 78', num alívio com os punhos em antecipação a Jankovic, e aos 80', a desviar junto à barra um remate do mesmo jogador) Paulo Santos teve de se aplicar a fundo.
O Estrela Vermelha não foi o "papão" que se temia e o Sp. Braga conseguiu, afinal, sair incólume de Belgrado. As perspectivas são óptimas.
Com arbitragem do holandês Ruud Bossen, as equipas alinharam:
E. Vermelha – Randjelovic; Dudic, Joksimovic, Bisevac e Lukovic; Mudrinic, Mladenovic (Stojanovic, 63 m), Kovacevic e Perovic; Jankovic e Purovic.
Sp. Braga – Paulo Santos; Abel, Nunes, Nem e Jorge Luiz; Madrid, Sidney (Paulo Jorge, 87 m) e Vandinho; Luís Filipe, João Tomás (Maxi, 81 m) e Davide (Rossato, 60 m).
Disciplina: cartão amarelo a Jorge Luiz, Vandinho e Abel.
2 comentários:
FORÇA Estrela Vermelha!!!
Arruma com essa ekipa please...
Foi o bom resultado...Agora temos tudo nas nossas maos ca em Braga...
Força rapazes nos acreditamos...
ps:Boa sorte para TODAS as ekipas presentes nas competições europeias...
Red Boys Ferreiros
SCBraga Sempre
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