09 setembro 2005

Ingleses querem a 'cabeça' de Eriksson.

Enquanto uns sorriem - o México já se apurou - e outros respiram de alívio - a França ganhou a primeira final, na Irlanda -, há selecções e seleccionadores com a cabeça no cepo. A mais pretendida, apesar de até depender de vitórias nos jogos em casa com Áustria e Polónia (rival directa), é a do sueco Sven-Goran Eriksson. A Inglaterra perdeu na Irlanda do Norte, uma espécie de vergonha imperial britânica, mas Sven recusa-se a fazer a vontade aos ferozes jornalistas ingleses. A Espanha, então, está desconsolada empatou com a Sérvia e deixou a rival na frente do grupo e com o caminho para a fase final do Mundial 2006 bem aberto.

Eriksson, que perdeu o primeiro jogo de qualificação desde que chegou há quatro anos e meio como primeiro estrangeiro ao cargo de selecionador de Inglaterra, enfrenta uma crítica implacável. Dos tablóides aos jornais de referência, o veredicto é unânime - e apenas difere no peso das palavras. "Despeçam o sueco" e "humilhação" são os adjectivos mais comuns. O The Independent dá o mote, apontando que nunca a Inglaterra tinha sido tão humilhada desde a vergonhosa derrota (0-1) há 55 anos frente aos Estados Unidos. Anteontem, passaram-se 78 anos sobre a anterior derrota em Belfast - frente à 116.ª classificada no ranking da FIFA.

Em Espanha, o espaço para a catarse é menos aberto. Não se apontam culpados, identifica-se uma tendência suicida de falhar nos momentos decisivos. O empate com a Sérvia, que deixa esta selecção com dois pontos de avanço a duas jornadas do fim, enfia a generalidade dos espanhóis numa espiral depressiva. Resume Jaime Vargas, na Marca "Como espanhol sinto-me parte de um fracasso contínuo."

Agora, fazem-se contas típicas de sul da Europa, mas mais habituais no outro lado da fronteira. A Espanha precisa de vencer na Bélgica e em San Marino e esperar que a Sérvia perca um dos jogos Lituânia fora e Bósnia em casa. Embora todos lembrem que as frágeis diferença de golos e saldo nos confrontos directos façam perigar o segundo lugar - e consequente play-off. A Bélgica, se ganhar por 2-0 ou mais à Espanha, ou a Bósnia, que só tem menos um ponto, são os algozes de prevenção - e os espanhóis ainda não ganharam fora.

Noutras paragens, há mais sol. O México goleou o Panamá (5-0) e juntou-se à Alemanha, Ucrânia, Irão, Japão, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Brasil e Estados Unidos no clube dos apurados. Em Outubro há mais.

Sem comentários: