

O campeão nacional Benfica estreou-se no Grupo D da Liga dos Campeões com uma vitória por 1-0 frente o Lille, no Estádio da Luz, em Lisboa.
Um golo "fora de horas" de Miccoli proporcionou ao Benfica um regresso feliz à Liga dos Campeões em futebol, após sete anos de ausência, consumando a vitória suada (1-0) dos lisboetas na recepção aos franceses do Lille.
O avançado italiano correspondeu aos 92 minutos com um indefensável remate de cabeça ao cruzamento teleguiado do recém- entrado Mantorras e permitiu ao campeão português assumir a liderança isolada do Grupo D, após a conclusão da primeira jornada, beneficiando do "nulo" no Villarreal-Manchester United.
O Lille, vice-campeão francês, pareceu desde muito cedo resignar-se com a conquista de um ponto no Estádio da Luz e pagou um preço talvez elevado, atendendo à escassez de argumentos demonstrada pelo Benfica, que teve em Miccoli o jogador mais inconformado.
Após as duas experiências falhadas com a táctica assente numa estrutura de três defesas centrais (derrotas com o Gil Vicente, em casa por 2-0, e Sporting, fora por 2-1), o treinador Ronald Koeman promoveu o regresso à "normalidade", optando pelo tradicional 4-4-2, no qual se destacou a titularidade de Petit, recuperado de uma lesão.
O Benfica esteve a centímetros de inaugurar o marcador na primeira incursão perigosa à área francesa, quando Miccoli acertou na barra da baliza visitante, correspondendo com um espectacular remate de primeira a um cruzamento perfeito de Simão.
O avançado italiano voltou a ameaçar aos 24 minutos, com um remate de longe que saiu ligeiramente ao lado, mas a resposta do Lille provocou calafrios, com Moussilou a falhar a emenda para a baliza deserta, após uma incursão de Dernis que semeou o pânico a defesa "encarnada".
Miccoli obrigou Toni Sylva a aplicar-se perto do fim do primeiro tempo e, já no período de compensação, o activo avançado transalpino inventou espaço na congestionada área gaulesa, mas o guarda-redes do Lille voltou a opor-se com segurança.
A segunda parte constituiu um interminável bocejo, à medida que decaía o ânimo e a condição física do Benfica, que pouco beneficiou com as entradas de Karagounis e Mantorras para os lugares dos apagados Petit e Geovanni.
Apesar da atitude cautelosa, pertenceram ao clube francês dois dos lances mais perigosos, ambos por intermédio do suplente Debuchy, aos 61 e 77 minutos, respectivamente, através de um poderoso disparo de longe e um remate de ângulo improvável que surpreendeu Moreira.
Karagounis voltou a obrigar Sylva a aplicar-se aos 85 minutos e, quando nada o fazia prever e parte dos espectadores deixavam cabisbaixos o Estádio da Luz, Miccoli marcou um golo que pode revelar- se precioso, aos 92 minutos, correspondendo com um irrepreensível golpe de cabeça ao cruzamento de Mantorras.
Não tanto público para receber o Benfica na Luz naquele que foi o regresso dos encarnados à mais importante prova de clubes da Europa e como campeão de Portugal. O Benfica desiludiu no arranque da Liga portuguesa, mas estes jogos são diferentes, «não se apanham» todos os dias, e no caso do Benfica não aconteciam há quase sete anos (seis épocas). Notou-se que o divórcio entre adeptos e equipa (ou clube, entenda melhor quem melhor puder) está ainda por ser ultrapassado. Apesar do título, o que é espantoso.
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