Na reunião que teve lugar ao final do dia na sede do Sindicato dos Jogadores, e que teve mais pontos em análise, foi conhecida a acta que deu razão ao clube da Luz na queixa apresentada contra o lateral-direito. Depois de seis horas de reunião nenhum dos seis elementos da CAP quis prestar declarações à Comunicação Social, remetendo apenas os esclarecimentos para a curta declaração que consta do comunicado emitido no final e que é assinada pelo relator dr. Tiago Rodrigues Bastos:
Acta nº133 da CAP:
«Julgada procedente a acção e, em consequência, considerar, para efeitos meramente desportivos, ilícita a rescisão promovida por Luís Miguel Brito Garcia Monteiro do contrato de trabalho que o vinculava à Sport Lisboa e Benfica, Futebol SAD, para vigorar entre 1 de Julho de 2005 e 30 de Junho de 2008.»
Sem indemnização Miguel pode voltar para Portugal nos próximos três anos
O facto da decisão da CAP anunciar que é «para efeitos desportivos», significa que na reunião não foi fixada nenhuma indemnização de Miguel ao Benfica. O clube da Luz pode pedir o pagamento de uma indemnização ao internacional português, mas para o fazer terá de apresentar outra acção, também na CAP, sendo previsível que não o faça, ao abrigo do acordo estabelecido com o Valência.
O facto do processo de Miguel ter sido decidido por um acordo das três partes envolvidas (jogador, Benfica e Valência), permitirá que o internacional luso possa voltar a jogar em Portugal nos próximos três anos, ou seja, duração do contrato que tinha com o clube da Luz.
Posto isto, não vai haver nenhum efeito prático desta razão dada pela CAP ao Benfica, uma vez que existe um acordo entra as três partes que levou Miguel a transferir-se para o Valência.
Dependendo do acórdão da decisão, o Benfica pode ponderar apresentar uma queixa na FIFA contra o empresário Paulo Barbosa, pelo seu envolvimento no caso, mas em principio só amanhã as partes tomarão conhecido dos fundamentos da decisão e só nessa altura o clube da Luz analisará a situação.
Será que a Comissão Arbitral Paritária tambem foi coagida a assinar esta declaração???
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