"Quando vejo na rua um garoto argentino com a camisola do Brasil, dá-me vontade de dar-lhe um chuto no ...", é uma frase disparada recentemente por Oscar Ruggeri, campeão mundial no México 86, que pode resumir a rivalidade entre duas das maiores potências do futebol.
A rivalidade transforma-se em pólvora quando se trata de um choque entre as duas selecções que conquistaram sete das 17 Taças do Campeonato do Mundo disputadas até hoje (Brasil cinco e Argentina dois).
Um reflexo do que significa esse encontro, não só para os adeptos mas também para a imprensa, é uma manchete que há oito anos é motivo de debate ético em muitos encontros de jornalistas.
No final de 1997, a Argentina venceu o Brasil por 1- 0 num jogo particular disputado na Maracanã, com um golo de Claudio López que silenciou os 100 mil espectadores presentes. Poucas horas depois, o jornal Crónica, de Buenos Aires, anunciava debaixo da fotografia do golo: "100 mil mortos no Maracanã".
O Brasil ardeu de raiva no Campeonato do Mundo de Itália, em 1990, porque Alemão não fez falta sobre Maradona no começo de uma jogada que terminou com um golo de Claudio Caniggia. A Argentina ganhou 1- 0 e eliminou o Brasil.
Nesse jogo, o lateral Branco bebeu água de uma garrafa emprestada pelo colaborador do técnico da Argentina Carlos Bilardo e sofreu enjôos que o deixaram debilitado. Aquele facto, reconhecido publicamente por Maradona, ainda repercute cada vez que argentinos e brasileiros se enfrentam.
Os argentinos tiveram pesadelos com Adriano durante várias noites após a final da Copa América do Peru 2004, quando o atacante da Inter empatou para o Brasil (2-2) aos 48 minutos do segundo tempo e levou a partida para os penaltis. O Brasil acabou vencendo a disputa e levantando a Copa.
Dias antes do Brasil-Argentina do dia 8 deste mês, pelas Eliminatórias da Copa, os argentinos só falavam em "vingança", referindo-se àquele jogo.
Antes da partida, as duas seleções já estavam praticamente classificadas para a Copa - com a vitória, a Argentina confirmou sua participação -, mas o técnico José Pekerman disse que cada encontro com o Brasil "é decisivo". Já o central Roberto Ayala garantiu que "contra o Brasil nenhum jogo é amigavel".
O lógico é que agora também haja sede de vingança e a Argentina tem a vantagem de uma vitória sobre o Brasil (34-33), o que colabora para a expectativa em relação ao jogo.
Apesar de Brasil e Argentina terem conquistado vários títulos, os dois nunca disputaram a final de um Campeonato do Mundo e muitos esperam que isso aconteça em 2006.
3 comentários:
Eu sou brasileiro com muito orgulho,com muito amor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não tem pra ninguém o Brasil vai conquistar mais esse campeonato mundial e de quebra vai ser em cima da Argentina,só pra ter um gostinho mais especial.Sou brasileiro com muito orgulho do meu país,e eu e milhões de brasileiros vamos fazer a festa junto com os nossos craques!!!
Sou brasileiro mas acho que a Argentina irá levantar a taça nessa Copa do Mundo 2006. Sejamos realistas.
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