
A Administração da SAD do Estoril-Praia, despromovido à Liga de Honra de futebol, solicitou a realização de eleições na sociedade, devido às dificuldades financeiras, mas pretende manter-se em funções até 30 de Junho, quando termina o mandato.
Em conferência de Imprensa hoje realizada, os administradores garantiram que não se demitem, mantendo-se em funções até final do actual mandato, mas adiantaram já ter solicitado aos presidentes da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal a marcação de eleições na sociedade que gere o futebol profissional do clube.
Caso não se concretize um financiamento prometido pelos accionistas ingleses da SAD, os administradores asseguraram que não se manterão nos cargos, apesar de o seu mandato ser renovável automaticamente.
António Figueiredo e Manuel Alves relataram os contactos mantidos com os accionistas ingleses da Southern Cross, detentores de 41,87 por cento do capital da SAD estorilista, os quais ainda não resultaram no envio da garantia bancária indispensável para o Estoril-Praia avançar com segurança para a próxima temporada.
A 3 de Maio, em Londres, os dois dirigentes obtiveram dos accionistas britânicos a garantia, documentada, de que patrocinariam a campanha estorilista com vista ao regresso à Superliga, adequando o orçamento - a rondar o 1,5 milhões de euros - ao projecto de subida, mas ainda não viram concretizada essa disponibilidade.
António Figueiredo recebeu, entretanto, um fax no qual a Southern Cross dava conta de que a injecção de capital ocorreria nos próximos dias, através de uma entidade bancária identificada no documento.
O administrador da SAD do Estoril-Praia mostrou-se, por isso, esperançado numa alteração do processo, de modo a permitir dar sequência ao projecto, que, apesar de tudo, não foi interrompido.
"Estamos convencidos de que a Southern Cross, apesar de não ser accionista maioritária, já demonstrou, em documentos devidamente assinados, que pretende apoiar o nosso projecto", afirmou.
António Figueiredo lembrou que 39 por cento das acções da SAD pertencem ao universo empresarial de José Veiga e, neste momento, são garantia do pagamento das dívidas ao Fisco, cabendo 15,8 por cento ao GD Estoril-Praia e as restantes estão distribuídas por pequenos accionistas.
Os gestores da SAD estorilista informaram ainda que o plantel do Estoril-Praia para 2005/06 conta com sete jogadores da época finda e que Elias e Cissé, anunciados como reforços de outros clubes, defrontam-se com um processo litigioso, em virtude de ambos manterem ainda vínculo aos "canarinhos".
Pinheiro, que vai passar a representar o Belenenses, mantendo- se na Superliga, é "o único jogador dispensado" pela Administração do Estpril-Praia, frisou o líder da SAD.
Depois deste comunicado o Claques Portugal fica a espera que os Yellow Fury e Gruppo tomem atitudes para ajudar o clube a sair deste "buraco"
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