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14 maio 2010

Manifestação pela dignidade dos adeptos.

Infelizmente, não posso considerar esta manifestação um sucesso, ou sequer que tenha estado próxima dos objectivos a que se propôs. Ainda assim, pode-se retirar uma certeza de tudo isto, pelo menos tentou-se algo.

Está então na hora de pensar sobre o sucedido, nada melhor que as “férias” do futebol que ai vêm. É mesmo necessário pensar bem e tirar conclusões, para além de terminar os últimos pormenores que ainda estão pendentes como é óbvio.

Deixamos só, o balanço inicial para além do documento que se encontra agora completo, com as respectivas imagens do protesto, a serem utilizadas por quem desejar divulgar.

Os participantes foram: Bianconero (Portimonense S.C.), Bracara Legion (S.C. Braga), Brigada Ultras Sporting (Sporting C.P.), Força Avense (C.D. Aves), Insane Guys (Vitória S.C.), Penaboys (F.C. Penafiel), Red Boys (S.C. Braga), Yellow Boys (F.C. Paços de Ferreira).

Ressalve-se que apenas os Insane Guys (Vitória S.C.) participaram no protesto em ambos os fins-de-semana.

O Colectivo Maravilhas (A. Naval 1º de Maio) mostrou a sua solidariedade com os restantes adeptos, através da colocação de faixas brancas nos símbolos da claque em ambos os fins-de-semana de protesto.

Os Penaboys (F.C. Penafiel) não puderam participar no protesto no primeiro fim-de-semana visto a entrada de material da claque ter sido vedada no seu próprio estádio. A Torcida Verde (Sporting C.P.) também se viu impedida de participar no segundo fim-de-semana devido a uma avaria na sua camioneta que os impediu de chegar a Matosinhos.

A salientar também um aspecto. Devido a não ter sido prevista a inexistência de jogos para os campeonatos nacionais, que não da Liga, até ao final de Maio, todos aqueles que quiseram participar neste protesto ainda o poderão fazer.

Fica então o documento final para download (aqui).
(Para fazerem o download do PDF “Manifesto.pdf”, abram o link. Após a secção de publicidade tem uma pequena caixa a fazer uma contagem de 10 segundos. Depois dessa contagem terminada é só carregar em “Download File Now”!)

O nosso obrigado a todos aqueles que se uniram em torno desta causa!

11 abril 2010

Há mentalidades a mudar!

Já tento redigir este texto vai algum tempo, mas penso que é desta. Atingi o meu limite, é uma sequência de acontecimentos demasiado deprimente.

Adeptos do Guimarães comemoram golo com os seus jogadores em Braga e são separados pela polícia de intervenção dos mesmos. Festa do futebol estragada por polícia de intervenção.
Adeptos do Beira-Mar comemoram golo com os seus jogadores na Trofa, polícia de intervenção usa do bastão para varrer um sector com cerca de 60 adeptos. Inadmissível.

Colectivo 95 cercado pela polícia de intervenção no estádio do Dragão no jogo frente ao Olhanense. O sector encontrava-se vulnerável pela baixa presença de membros. Mais uma vez agredidos covardemente.

A situação de ontem que ocorreu em Leiria, e que falamos em artigo anterior. Muito ficou mesmo assim por dizer. Se alguém pensa que os 5 petardos utilizados ontem nos sectores das claques foram a razão dos problemas, posso garantir que muito antes deles rebentarem, já os policias, focalizando-me também no que usou gás pimenta, provocavam os adeptos bracarenses. Entre outros impediram todo e qualquer adepto do anel inferior da bancada superior de fazerem a festa dos golos. Saliento ainda que o ultimo petardo utilizado salvou uma criança que teria cerca de 4 anos de continuar a ser agredida por um policia de intervenção completamente cego pela sede de violência.

Todas estas situações foram protagonizadas dentro de estádios. Fora deles não há policia de intervenção que apareça quando realmente é necessária.

Camionetas do Guimarães apedrejadas no percurso para Guimarães após o ultimo jogo frente ao Braga. Ninguém estava lá para fazer alguma coisa. Adeptos do Braga agredidos em Guimarães à saída do estádio no último jogo que opôs os clubes na cidade berço. Ninguém estava presente para precaver a situação. Adeptos agredidos no penúltimo jogo Braga x Benfica no final do jogo. A polícia de intervenção já se preparava para ir embora em vez de prevenir estas situações.

Toda a gente viu o que aconteceu no Algarve. Policia orientada pelo Major Victor Calado, completamente descoordenada. Foi só asneiras. O senhor não sabia o que andava a fazer. Foi problema atrás de problema. Quando realmente foi necessária a intervenção da policia dentro do estádio, ninguém fez nada. Havia medo, porque os senhores do corpo de intervenção só batem fazendo uso da sua cobardia. Quando podem ficar com marcas no corpo limitam-se a ficar a ver.

O Major Victor Calado ainda teve a lata de dizer que a operação foi um sucesso! Num país civilizado aquele senhor tinha sido posto no olho da rua de imediato.

Isto leva-me a pensar que a policia de intervenção, não é um meio de apaziguar, é mais um dos protagonistas da violência vivida dentro dos estádios de futebol.

Coloco as minhas duvidas nos métodos utilizados para a formação deste tipo de policias. Quando se encontram em acção, e já não sei se quando não o fazem também, parecem cegos pela sede de violência. Ainda assim vê-se algumas almas puras entre eles mas será que não se acabarão por perder?

Agora eu pergunto. Se a policia de intervenção age quando não deve e não age quando deve, que raio anda a fazer nos estádios de futebol?

Está na hora de alguém abrir os olhos. Não só e apenas com o que se passa no futebol. Neste momento um assassino ou um pedófilo ou outro criminoso condenado a 25 anos de cadeia pode ser libertado ao fim de 6 anos. Um policia que anda realmente a fazer prevenção ou a resolver situações graves é morto e quem o mata é condenado com penas ridículas. Um polícia que mata alguém que estava envolvido num crime real é condenado sem dó nem piedade. Aos polícias corruptos e que andam a fazer o que aqui foi descrito nada acontece. Arriscamo-nos a apresentar queixa destes senhores e ainda ser espancados dentro de uma esquadra.

Meus amigos, isto não é um filme, isto é a realidade portuguesa!

Já agora, aproveito para acrescentar que sei que há dezenas de outros acontecimentos, mas limito-me a falar de alguns que conheço bem. Não há espaço para todos e não os conheço a todas como é óbvio.

Gostaria ainda de voltar a afirmar, que não é só quando nos toca a nós que nos devemos revoltar! Se realmente uma destas situações já nos bateu à porta, devemos abrir os olhos e repugnar qualquer acção destes senhores. Não é a incentivarmos quando agem sobre os adeptos da equipa adversária que vamos a lado algum.

Desde já as minhas desculpas pela confusão de ideias, mas o texto foi escrito com o coração e não com a cabeça.